Segundo a Ciência Espírita,

Os espíritos ocupam infinitamente os lugares infinitos. A resposta está contida no Livro dos Espíritos, que, para completar nossa ideia e proporcionar uma melhor compreensão, esclarece que viemos do infinitamente pequeno para o infinitamente grande.
“Meu Pai não cessa de trabalhar”, disse Jesus. Portanto, a vida é um eterno vir-a-ser, na liberdade plena de cada criatura. Espírito Santo, no tempo das Antigas Escrituras, era denominado pelos profetas de então como sendo os Exércitos do Senhor, os Exércitos Celestiais.
No Novo Testamento, Jesus já o identificava para nós como sendo as Legiões de Anjos, que, pelo poder que têm, poderiam eliminar seus perseguidores. Os apóstolos o mencionavam como sendo multidão de milícias celestiais ao comando de um espírito mais graduado. Paulo de Tarso encorajava os irmãos, nas pelejas cristãs, afirmando serem espirituais as milícias de Deus para derrubar as ações antagônicas desfavoráveis à implantação do amor do Cristo no coração dos gentios.
Hoje, estamos na Era Espírita. Jesus ordenou que o Espírito Santo descesse e, junto a nós, o Espírito da Verdade comandaria esses Exércitos até o término da missão, ao entregar-nos puros ao mundo espiritual, quando participaremos das bodas junto às ovelhas, ou seja, aos Espíritos imaculados que não passaram pela morte espiritual, desde o momento em que nasceram para a vida livre e plena nas moradas celestes.
Chegamos a uma fase em que nós já podemos compreender a realidade de nossa existência, conforme os Espíritos que fazem parte do Espírito Santo, comandado pelo Espírito da Verdade, nos revelam:
Princípios inteligentes e células celestiais são expressões para denominar os elementos que, na mensagem do Evangelho, são semeados e espalhados no seio do Criador, são colhidos e são ajuntados por falanges de Espíritos perfeitos, ligados e guiados por um Espírito com qualidades supremas, inspirados diretamente pela Inteligência Divina que rege o Universo Infinito.
A expressão “virgens prudentes” designa a natureza destes princípios espirituais no seio de Deus, que têm a capacidade de despertar e são consideradas como nascidas, possuindo a habilidade de assimilar as inspirações que vêm de Deus e das inteligências superiores. Essas inteligências estão comprometidas em instruir as almas recém-nascidas, guiando-as ao grau supremo da perfeição, dentro de um espaço incomensurável no tempo. Segundo as Antigas Escrituras, essas almas são consideradas primogênitas, e entre elas sempre haverá uma que terá um desempenho primordial, sendo intitulada como Alfa e Ômega, Cristo, Tutor.
As denominadas virgens não prudentes, ou virgens loucas, conforme cada tradução, são células celestes que necessitarão de meios materiais, o mundo corporal, para o despertar e nascer para a vida.
Processo encarnatório, recurso único para levar essas pequeninas a acordarem para a vida de espírito. O azeite que falta nas candeias é a expressão que Jesus usa para indicar a necessidade de esses princípios celestes adquirirem astralidade e, assim, desenvolverem a capacidade e nascerem para a vida consciente, semelhante à do Criador e de Suas criaturas e, com sua individualidade, alcançarem a perfeição como todas as outras.
A humanidade surge neste exato momento. O nascer do espírito é quando ele acorda para a vida consciente. Depois de suas vidas embrionárias, instintivas, adquire o poder de pensar, raciocinar, decidir por si próprio, por longos espaços de tempo na espiritualidade, conhecendo os mundos e suas qualidades, já na posse do livre-arbítrio, desenvolvido em pleno ambiente astral, consciente de seus atos, caminhando para a perfeição. Uns e outros demonstram algumas tendências primitivas, permitindo-se que o ego prevaleça em suas decisões, mesmo tendo alcançado alto grau de conhecimentos, afastando-se das diretrizes das almas instrutoras, imiscuindo-se em ambientes primitivos na ilusão de se verem independentes. Preferem, com esse dom sagrado, conquistado e inviolável à semelhança do Criador, seguir seus próprios instintos despertos pela própria vontade. Se irmanam com as demais criaturas de iguais tendências.
Acompanhados por espíritos superiores, sob o comando de um Espírito que foi capacitado e eleito pelo Cristo a dar seguimento ao natural procedimento, assim como em todos os mundos corporais nos universos, aos recursos de reparação, tendo todos levado a passarem pelo processo encarnatório, esquecendo temporariamente todo o aprendizado, morrendo para a vida de espírito. Ao comando do Cristo, somos acompanhados e gerenciados por Espíritos que têm a capacidade de nos conduzir ao fim determinado por Deus.
Nossa história começa logo após a formação do nosso planeta: “No sexto dia”, levando-nos a um profundo sono, conforme nas escrituras: Deus, forma do pó da terra, corpos para as almas, isto é, varões e varoas, para trabalharmos na depuração de nossas más inclinações, a “serpente” alojada em nossas almas, por longo período, milhões de séculos.
Estamos na etapa final, na soleira de um mundo de regeneração, a caminharmos para o nascer de novo, despertarmos da morte do espírito, retornarmos ao ponto de onde partimos, com a direção e apoio do nosso irmão, o anjo nomeado pelo Cristo antes que o mundo fosse, para conduzir-nos pelas veredas tortuosas da matéria. Hoje, dirige-nos do espaço o príncipe da humanidade, o Espírito da Verdade, aquele a quem Jesus recomendou o talento que enterramos.
“Espírito Santo é uma designação alegórica, sob a qual se compreendem indistintamente, de modo coletivo ou individual, os Espíritos puros, os Espíritos superiores e os bons Espíritos, como sendo, em ordem hierárquica, os ministros ou agentes da vontade de Deus, os órgãos de suas inspirações junto aos homens” – Os Quatro Evangelhos, J.-B. Roustaing.