
Mateus 12:32: “E se qualquer falar alguma palavra contra o Filho do Homem, ser-lhe-á perdoado; mas, se alguém falar contra o Espírito Santo, não lhe será perdoado, nem neste mundo, nem no futuro.” Jesus.
Jesus anuncia a vinda do Consolador, o Espírito Santo1, que o Pai enviará para nos guiar pela estrada da perfeição, como sendo a terceira e última revelação, completando o ciclo do despertar da consciência humana sobre a vida de Espírito.
O esclarecimento de tudo que agora podemos entender e suportar, prenunciado pelo Filho do Homem, nos mostra que não teremos como nos desviar da estrada reta que leva à salvação. Esta consiste em despojar-nos dos vícios morais e reconhecer nossas essências divinas para as tarefas no mundo invisível e na vida espiritual, no seio do Eterno Deus.
Jesus trouxe os seus ensinos, deixou-os firmados para a posteridade, em fase de adaptação, mostrando-nos o verdadeiro sentido de sua Doutrina, ensinos pacíficos e transformadores. Sua Lei de Amor alcança a todos, sem distinção, abençoando com misericórdia e oferecendo todos os recursos para a saúde do Espírito, para que o filho pródigo se redima e renuncie aos caminhos escuros da ignorância e da maldade.
O Espírito Santo são os Espíritos do Senhor, a era espírita que trouxe a ciência, revelando o mundo dos Espíritos, sua relação com o mundo corpóreo, sendo a última etapa, ordenada por Jesus, sobre o verdadeiro papel de nossa estada aqui no plano terreno.
Espíritos endurecidos, irredutíveis, no corpo ou fora dele, aguardando novas reencarnações, não alcançando o entendimento das mudanças dos últimos anos, ignorando a clareza real das orientações do Evangelho de Jesus, tiveram todas as oportunidades de se redimirem.
Muitas coisas vão sendo reveladas pelos Espíritos do Senhor, trazendo ensinamentos mais profundos. Atualmente, por meio dos profetas e médiuns de todos os setores da sociedade cristã, confirma-se a fala de Jesus Cristo. Os Espíritos recalcitrantes, ao longo dos séculos, estão perdendo os vínculos com a humanidade que se adapta aos ensinamentos e caminha rumo à pureza da alma.
Neste versículo, expressa-se a ideia de que o Messias enviará para um planeta primitivo, aos primeiros momentos de provas e expiações, que ali se iniciam, os que receberam as advertências anunciadas do fim dos tempos e não se abrandaram. São os autênticos joios, a parte que o Semeador das Verdades prepara para a ceifa.
Nosso mundo, no futuro, já classificado como de Regeneração, deixará de ser um mundo de pranto e ranger de dentes. Esses Espíritos, então, são destinados a passarem por milênios e milênios em processo de depuração da alma, em um mundo que inicia aquelas características. Somente lá é que os pecados lhes serão perdoados, pois terão todo o tempo, todos os recursos, para se arrependerem e se regenerarem.
As palavras do Cristo são espírito e vida; delas teremos todas as orientações para uma vida perfeita. As trevas se dissiparão, os umbrais inferiores já não estarão vigorando em nosso mundo; as promessas do Cristo vigorarão nas mais altas luzes da Paz prometida, a percorrer os caminhos que levam a Deus.
Nelas se encontra a expressão sublime do amor divino; nenhuma das ovelhas se perderá. Chegará o momento em que aquelas que estão no exílio e pertencem ao rebanho do Mestre Divino, após serem purificadas e perdoadas pelas árduas lutas de resgates e de ajuda aos moradores nativos, capacitarão esses moradores para a estrada do bem. Os anjos decaídos, só então, terão suas voltas garantidas no tempo certo, motivo de grande júbilo; Jesus os receberá de braços abertos.
O Espírito Santo, enviado por nosso Cristo, testemunhado pelo Espírito da Verdade, o Anjo do Senhor, nos revela que a Ciência Espírita nos permite compreender nossas existências de acordo com o Evangelho.
“Das ovelhas que meu Pai me confiou, nenhuma delas se perderá — Jesus.”
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1 “Espírito Santo é uma designação alegórica, sob a qual se compreendem indistintamente, de modo coletivo ou individual, os Espíritos puros, os Espíritos superiores e os bons Espíritos, como sendo, em ordem hierárquica, os ministros ou agentes da vontade de Deus, os órgãos de suas inspirações junto aos homens” – Os Quatro Evangelhos, J.-B. Roustaing. Roustaing. |