Ainda ignoramos a realidade nativa contida em toda Gênese de Moisés. Ela é um documento inspirado pelos Espíritos, habitantes do Paraíso, das regiões celestes. E, se é por inspiração, não deixa de ser uma psicografia escrita há milênios atrás; espíritos da nova era confirmam.
Portanto, trata-se de um relatório sobre a construção de nosso planeta, incluindo a formação das plantas, dos animais e do homem, que foi realizado cronologicamente sob o comando do Cristo, com a permissão de Deus.
Após a formação do homem, os espíritos, mortos por terem comido o fruto da árvore do conhecimento do bem e do mal, vestiram-se do “pó da terra”, um processo demorado nos milênios; veio o dilúvio. Catástrofes gigantes aconteciam há milhões de anos. Havia em toda Pageia uma só nação, um só povo e uma só maneira de falar. Uma só raça em toda terra, a raça adâmica chamada Noaĥ, a última geração antes da inundação, o esbouço final do homem para o desenvolvimento por conta do seu livre-arbítrio, tanto física, quanto intelectual e espiritual.
Ainda não haviam sido multiplicadas as raças, pois a chegada dos filhos de Deus trouxe espíritos de outras terras distantes no cosmo.
A espiritualidade, neste ponto, abre um espaço para projetar em nossas mentes o que vem a ser a humanidade nos planos de Deus.
À semelhança dos que habitam a morada espiritual, é necessário que o homem tenha alcançado patamares que o identifiquem com a vontade de Deus… o bem.
“E o homem disse: — Venham, construiremos para nós uma cidade e uma torre, cujo alto atinja o céu, e adquiriremos para nós glória, antes de nos separarmos por sobre toda a superfície da terra.”
Eis uma parábola de interpretação acessível para a nossa época atual, contida no capítulo onze, nos versículos de 4 a 9. Embora muitos ainda a divulguem baseando-se em narrativas caducas, sem nenhum vínculo às suas assertivas catequéticas, nas quais Deus, implacável, ciumento e invejoso, semelhante à própria natureza humana, espalha os habitantes da cidade simplesmente por desejarem a glória, quando apenas intencionam alcançar o céu, construindo uma torre, para manter-se unidos na vontade de conseguir o caminho de volta e sermos idênticos aos que nos esperam no Além.
Não seria uma alusão divina para que, nesse esforço, chegasse à perfeição que o Eterno ordenou? À glória? Deus quer que sejamos a imagem e semelhança do céu; infelizmente, ainda hoje, o homem faz do Eterno a nossa.
“E Deus se abaixou para ver a cidade e a torre, as quais construíam os filhos dos homens.”
“E o Eterno disse: Eis um povo e uma língua para todos; e eis que eles começaram a fazer isto; e agora nada será impossível para eles em tudo o que eles decidirem fazer.”
Deus, em suas palavras, sela o final de sua intenção, quando afirma: “agora nada será impossível para eles em tudo o que eles decidirem fazer”.
Essa intenção confirma a vontade dEle. Eliminando as divergências, a fraternidade toma corpo; caminharemos mais rápido para a identificação espiritual.
A Espiritualidade maior cita o esperanto como “a língua planejada no céu”, e corporificada por Zamenhof na Terra; então, um canteiro de sementes está pronto para se espalhar por todas as nações; impossível será separar a diversidade que Deus quer unida.

Bíblia Esperanto, traduzida do original hebraico – Capítulo 11, versículos 4 a 9.
Os Espíritos da Terceira Revelação proclamam a língua esperanto, o recurso global para a compreensão inequívoca do amor divino; Jesus já a tinha em conta desde a formação do mundo.