Eis que Eu envio o Meu anjo diante da vossa face, e ele preparará o vosso caminho. Malaquias 3:1
…vós que clama no deserto: Preparem o caminho do Eterno, endireitai as Suas veredas. Isaías 40:3
Porque todos os profetas e a Lei profetizaram até João — Jesus (MT 11:13).
Somos seres à parte da criação, espíritos encarnados. Viemos para cá, já tendo capacidade de conhecer Deus, dotados de consciência, de livre-arbítrio, designados por Ele a sermos semelhantes a eles no Paraíso, o mundo espiritual.
Por meio de encarnações sucessivas, vamos adquirindo um nível de compreensão maior, alcançando capacidade de poder entender a realidade de nossa existência.
Jesus, o condutor de nossas almas, enviou-nos para este mundo para que pudéssemos depurar nossas imperfeições, e, em um sono profundo, esquecêssemos por longo tempo nossas origens.
Deixamos as luzes como espíritos livres e viemos para este mundo com o propósito de eliminar, de nosso ser, reminiscências negativas que impedem nossa evolução; o Criador nos deu uma vestimenta, que é o corpo humano.
Desde então, a programação divinamente perfeita vem se cumprindo. Nada no Universo Infinito se desenvolve sem as entidades espirituais celestes atuarem na construção e acompanhamento das obras disseminadas no universo infinito.
Faça-se a luz foi o sinal de que tudo começou a clarear para os nossos espíritos, que estavam obscurecidos pelo peso da matéria, da qual precisamos lutar fortemente para nos libertarmos.
Moisés, envolvido nas doces vibrações do Espírito Santo e nos exércitos do Senhor nas expressões proféticas de sua época, recebe uma dissertação detalhada sobre os passos que precisamos dar para entender a realidade divina. Revelando-nos a participação de espíritos superiores que encarnam ao longo da trajetória estabelecida pelo Cristo, o divino jardineiro envia, de tempos em tempos, seus eleitos, as boas sementes. A função é endireitar as veredas que nos levam ao renascimento para a vida permanente de espírito.
Um espírito designado a nos conduzir nesta estrada surge no cenário terrestre, encarnando, deixando claro que este Espírito teria como herança a humanidade.
Nas encruzilhadas desta longa e montanhosa estrada, lá está ele, Abrão, sinalizando o rumo que devemos tomar para o encontro do Divino Pastor. O Eterno confirma: “Eu farei vossa descendência como o pó da terra; se alguém puder contar o pó da terra, ele saberá calcular sua descendência”.
Séculos depois, o Eterno confirma, por meio das palavras: “E sua descendência será como o pó da terra, e você se espalhará para o ocidente, para o oriente, para o norte e para o sul, e em ti e na tua descendência serão benditas todas as famílias da terra”, que Abrão é o mesmo Espírito que se manifesta em Jacó na estrada preparada para levar a humanidade ao retorno.
Quase quinhentos anos depois, o Cristo envia este Espírito na figura de Moisés, no Espírito de Abrão. O elevado, proceder como procedeu há milênios, extirpar de nossas vidas as crenças do mundo primitivo, sobretudo o apego que damos aos deuses domésticos, nesta carreira de milênios, e dedicarmos à verdadeira adoração a Deus, único e eterno.
E os registros proféticos, anunciados pelos Anjos, dão notícias dele como Elias, estabelecendo sua vitória como o precursor antes que venha o grande e temível dia do Eterno.
Jesus, o Cordeiro de Deus, trouxe este Espírito para nos apresentar solenemente que Ele é aquele anunciado nas Escrituras, que vem diante do Senhor como o Anjo que clama no deserto, apontando o caminho que devemos seguir para reencontrar a vida espiritual em Deus.
As Escrituras confirmam que profetizaram até João e que Elias virá para a restauração do Evangelho; Jesus reforça o que já está profetizado, afirmando: desde o tempo de João, o Reino dos Céus foi tomado pela violência até João.
Eis a chave que estabelece a lucidez das mensagens contidas nas Escrituras, que a humanidade desconsidera ao confundir os profetas com adivinhadores.
Toda lei e os profetas profetizaram até João; estas palavras revelam um plano anteriormente preparado nas regiões celestes por Jesus e seus eleitos, as sementes virtuosas, espíritos puros, não errantes, conhecedores de toda trajetória.
Toda lei e os profetas profetizam amar a Deus sobre todas as coisas, com todas as nossas forças, de todo coração, de toda nossa alma e mente. Devemos amar ao próximo como a nós mesmos, pois, durante toda a trajetória até João, ele nos apontará, conforme confirmado por Jesus.
Toda a lei e os profetas profetizam as lutas que ainda temos que passar para aperfeiçoarmos e compreendermos a transcendência do Cristo, fundador e governador do nosso mundo e das nossas vidas na existência.
Toda lei e os profetas profetizam a vinda de João, o Precursor, a separação do joio do trigo “antes do grande e temível dia do Senhor” (Malaquias 4:4a6); fará retornar o coração dos pais aos filhos, e o dos filhos aos pais. Vamos perceber que as profecias do Velho Testamento são uma verdade verdadeira muito planejada pelo Cristo, e dão por encerrada essa etapa de tumulto e violência.
Toda lei e os profetas profetizam que, depois de João, no Reino de Deus anunciado, todos os homens empregarão esforços para entrar nele, sem nenhum estorvo.
Toda lei e os profetas profetizam que João é o anjo que abre os caminhos e endireita as veredas para nos apresentar nosso Senhor, o filho de Deus; este, por sua vez, confirma ser o anjo que abriu os caminhos para ele, atravessando toda lei e os profetas nas encarnações sucessivas de Abrão, Jacó, Moisés, Elias e João Batista. Ele, como Espírito da Verdade de nossas vidas, nos apresenta o Espírito Santo, a Doutrina dos Espíritos, que nos acompanhará, instruindo-nos a darmos os derradeiros passos para a nossa ressurreição.
A programação de todo acontecimento na humanidade para que pudéssemos entender e compreender a necessidade de nossa estada na terra, como espíritos conscientes, capacitados a conhecer Deus, passa pelo processo reencarnatório. O nascer da água e do espírito, o período de provas e expiação, está nas profecias categoricamente demarcado de João até João.
O Cristo, tutor de nossas almas, por meio da mediunidade exercida pelos médiuns de todas as épocas, permitia que os espíritos superiores revelassem a realidade do mundo que nos espera. Eles anunciavam os acontecimentos do período de expiação e prova, o fim da violência no Reino dos Céus e a fase final de nossa caminhada terrestre. Essa fase marca o início do mundo de regeneração, um mundo de paz.
Abram, o João do Cristo é o Elias que há de vir.
Meus bem-amados, são chegados os tempos em que, explicados, os erros se tornarão verdades. Ensinar-vos-emos o sentido exato das parábolas e vos mostraremos a forte correlação que existe entre o que foi e o que é. Digo-vos, em verdade: a manifestação espírita avulta no horizonte, e aqui está o seu enviado, que vai resplandecer como o Sol no cume dos montes. (João Evangelista – Espírito. Paris, 1863 – ESE.)
* – Traduções dos textos pela Bíblia em Esperanto.