
Sentido profundo nas palavras de Jesus.
Nenhuma promessa de união matrimonial feita poderá Deus unir se não for diante do altar da consciência honesta.
Ambos, o Homem e a Mulher, convictos de que as ordenações divinas são invioláveis e que os acordos feitos diante delas são sinceros, agem com sobriedade.
União matrimonial é transformação, é mudança de hábitos, mudança de gestos, mudança de conduta, herdando as coisas sadias da infância e as responsáveis do adulto.
As alterações que ocorrem em nós, enquanto indivíduos independentes, são feitas de modo próprio, pareando com os nossos desejos; escolhemos o que nos agrada em particular. Essas experiências nos levam a ter reações atávicas dentro do matrimônio, fazendo-nos sentir que fazemos parte natural da vida, enquanto carregamos usanças individuais, apesar do contrato registrado no cartório divino, para vivermos a dois.
Dois caminhos se encontram nos destinos dos personagens quando se unem em matrimônio: o da materialidade e o da espiritualidade. Ambos se descobrem nas encruzilhadas, sinalizando novas perspectivas na vida das criaturas que se entrecruzam, diante do destino, decidindo viver unidos, em família.
Pela espiritualidade, a união é indissolúvel; os dois comprometem-se a viver um pelo outro. Adaptar-se-ão às mudanças, cientes de que a vida de solteiro foi enquanto solteiro, como a de criança foi na infância.
Começamos a perceber essa necessidade, ao primeiro “sim”, ao se envolverem numa intimidade mais responsável, além da amizade. No namoro, o seu valor, tanto quanto no noivado e no matrimônio, envolve suas vidas. Despertam a atenção para certas alterações de conduta. A fidelidade já desponta no íntimo, nos corações dos envolvidos na sociedade bilateral, enxergando o futuro.
No contexto do namoro, os envolvidos se sentem livres para agir de maneira desleal, utilizando mentiras e vaidades, embora estejam juntos, mas emocionalmente distantes, sempre em busca de “inocentes flertes”, o que desclassifica a honestidade que acreditam ter, um aspecto tão comum na sociedade. Um compromisso que levará os dois a jurarem eterna união, prenunciando turbulência. Um caminho repleto de discordâncias instintivas que exigirá resignação e renúncia de ambas as partes para que Deus os una, pois até então eles se encontram distantes do matrimônio santo.
Nada, coisa alguma, ninguém, nem promessas, nem juras de amor, tão pouco os cartórios, as autoridades, papéis, unem os nubentes senão pela decisão de ambos viverem juntos, felizes na jornada terrena, exercendo os deveres que lhes tocam, até o Dono das Leis Naturais os chamar. Foi Ele quem selou a união! Isso ocorre em qualquer momento em que o amor toca o coração dos nubentes, fundamentado na responsabilidade e no respeito mútuo que eles compartilham.
Casamento que se separa, Deus não uniu. O selo da união diante do altar estava sob insólita base de entendimento, que deveria ter sido firmado no tempo dos sinceros galanteios e das honestas concordâncias.
O casamento que Deus une é aquele em que há entendimento, há perdão, resignação das coisas mundanas. A carência de um se confunde no carinho do outro. Um mundo ficou para trás, um mundo a dois agora se faz, convém à felicidade, nenhuma vantagem unilateral, nenhuma inconveniência. Valorizar a família que tem e amar a família que vem.
O ambiente psíquico de ambos, mesmo quando distante, mantém a harmonia mental no círculo doméstico e supera desenganos.
Matrimônio é harmonização de duas vidas, para perpetuar o amor de Deus às gerações porvindouras. Será uma humanidade pacífica, que Ele quer unida.