“Todos conversam nas suas línguas e cada um fala na língua de todos: Esperanto, a língua da Humanidade.”
Primeiro século vivido; provações superadas, barreiras vencidas e trincheiras conquistadas.
Seus passos, ordenados, deixam todos encantados em seu propósito; não há desafetos, nem perdedores. A conquista se dá pela argumentação, com palavras francas, persuasivas; regras que não deixam desentendimentos; nenhuma dúvida. A esperança na conquista da paz está presente na mente de todos os homens de nossa morada terrena.
Segundo século! Sua regular carreira já alcançou seis lustros, com avanços admiráveis. As comunicações globais contribuem extraordinariamente em seu percurso retilíneo, facilitando sua marcha perene para a era da concórdia, da união fraternal. Admiram-na e formam grandes colunas no apoio e no sustento de sua bandeira.
Alcançará o apogeu glorioso, sustentado em sua trajetória desde o seu nascimento, quando, no seu primeiro brado — Oh! Portentosa força! A humanidade carece de uma paz duradoura; conduza este estandarte da paz, no ensejo de proporcionar os sentimentos de igualdade, de fraternidade e de liberdade em todos os corações!
A organização que mantém o Esperanto, nestes cento e trinta anos, dá a ele o equilíbrio sustentador da causa, por meio de enfileirados heróis de fibras cristalinas; homens predispostos a promover o assentamento da Conciliadora Língua na cultura humana, de forma indelével.
Com auxílio do Auto, tem o respaldo nos resultados positivos em sua existência, e tem toda uma estrutura a levá-la mais além: pô-la nas mãos da Humanidade; despertar nas classes sociais de nosso globo o interesse de se intercomunicarem com o instrumento feito propositalmente para tal, sem nenhum incômodo de terceiros, valorizando e vivenciando os tão decantados direitos humanos nos procedimentos diários de se entenderem no mundo.
Toda sociedade constituída, seja comercial, científica, religiosa ou econômica, tem seus próprios interesses, não apenas em seus países de origem, mas também em outras nações, onde sócios, funcionários, parceiros e seguidores de línguas estrangeiras precisam participar de maneira plena no âmbito ideal de suas empresas.
É nessas comunidades espalhadas pelo mundo que a concepção ideológica de justiça linguística precisa penetrar, para que se percebam na língua transnacional a peça original insubstituível para a comunicação irrestrita, que transcende todos os recursos experimentados.
Os agrupamentos, ao implantarem um novo sistema de comunicação a níveis internacionais, de um modo amplo, como forma estratégica de melhorar o inter-relacionamento de seus membros, convencidos de que seja a solução apropriada para os novos tempos, de uma humanidade desimpedida, moderna, livre de temporâneas forças estranhas, que reivindicam direitos de supremacia, são a resolução minerva para os conflitos linguísticos.
A neutralidade que a proponente língua inspira em nossas almas precisa chegar aos grupos transnacionais que têm o interesse de ter uma comunicação democrática, conciliadora.
Para que haja uma apreciação voluntária e espontânea, imprescindível será adotá-la isenta de vínculos externos, motivados pela independência e autonomia que esta fundamental ideia promove.
— Levamos essa valiosa joia às instituições governamentais, não governamentais e correlatas, a todas as nações; deixamo-la estabelecida de forma convincente, oficializada, como garantia de um produto ímpar; demonstramos a melhora expressiva no relacionamento entre povos de todas as línguas: fidedignas ações dos esperantistas!
De que maneira podemos agir, nós, nesta desafiadora proposta?
O magnetismo dessa língua viva e imortal, enquanto formos humanidade, coloca à disposição, quantas forem as classes sociais que têm suas atividades estendidas às nações necessitadas de um recurso definitivo, consolidando os vínculos, onde fluirão recíprocos sentimentos enobrecedores, demonstrando evidentes progressos; sucessos que promoverão interesses de acolherem a ideia paladina à causa maior, de quantos dela perceberem o êxito na prática e estabelecerem sentimentos reverentes entre os povos.
A rede de convenções sistemáticas dos preconceitos que dificulta o avanço das causas nobres para a melhoria de vida do ser humano, na humanidade, se romperá; todos os incômodos que enturvam o brilho deste instrumento de comunicação universal serão arredados para dar passagem a tudo e a todos que apenas adiavam a efetiva e plena atuação.
Agiremos com imparcialidade, interessados nos avanços de cada sociedade. Nosso apego heroico e construtivo, mantenedor de uma causa que já tem o seu caminho traçado e sustentado, para as palmas da paz definitiva na humanidade, precisamos agir com abnegação no trato desse aprimoramento, em nossas ações para com as entidades independentes. A criança, ainda pequena, percebe-se capaz de caminhar sozinha e demonstra instintivamente sua vontade; os pais, comovidos e sentindo os resultados de seus esforços, felizes e predispostos a apoiar os primeiros passos hesitantes, veem-na distanciar-se ao encontro do seu destino.
¹ = À Meta Gloriosa.