{"id":5171,"date":"2020-04-02T17:23:12","date_gmt":"2020-04-02T20:23:12","guid":{"rendered":"https:\/\/sodecristo.org.br\/hejme\/?page_id=5171"},"modified":"2024-02-10T09:38:34","modified_gmt":"2024-02-10T12:38:34","slug":"a-cidade-universitaria","status":"publish","type":"page","link":"https:\/\/sodecristo.org.br\/hejme\/a-cidade-universitaria\/","title":{"rendered":"A Cidade Universit\u00e1ria"},"content":{"rendered":"<p align=\"center\" style=\"text-align: center;\"><strong>A Mans\u00e3o da Esperan\u00e7a<\/strong><\/p>\n<p><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/sodecristo.org.br\/hejme\/wp-content\/uploads\/2020\/04\/Baixar-Livro-Memorias-de-um-Suicida-Yvonne-A.-Pereira-em-Pdf-ePub-e-Mobi-ou-ler-online-207x300.jpg\" alt=\"https:\/\/sodecristo.org.br\/hejme\/wp-content\/uploads\/2020\/04\/Baixar-Livro-Memorias-de-um-Suicida-Yvonne-A.-Pereira-em-Pdf-ePub-e-Mobi-ou-ler-online-207x300.jpg\" class=\"alignleft\" \/>[&#8230;] Emocionados, detivemos-nos diante das Escolas que dever\u00edamos cursar. L\u00e1 estavam, entestando-as, os letreiros descritivos dos ensinamentos que receber\u00edamos:<\/p>\n<p>Moral, Filosofia, Ci\u00eancia, Psicologia, Pedagogia, Cosmogonia, e at\u00e9 um idioma novo, que n\u00e3o seria apenas uma l\u00edngua a mais, a ser usada na Terra como atavio de abastados, ornamento fr\u00edvolo de quem tivesse recursos monet\u00e1rios suficientes para comprar o privil\u00e9gio de aprend\u00ea-la. N\u00e3o! O idioma cuja indica\u00e7\u00e3o ali nos surpreendia seria o Idioma definitivo, que havia de futuramente estreitar as rela\u00e7\u00f5es entre os homens e os Esp\u00edritos, por lhes facilitar o entendimento, removendo igualmente as barreiras da incompreens\u00e3o entre os humanos e contribuindo para a confraterniza\u00e7\u00e3o ideada por Jesus de Nazar\u00e9: &#8220;Uma s\u00f3 P\u00e1tria, uma s\u00f3 bandeira, um s\u00f3 pastor!&#8221;<\/p>\n<p>Esse idioma, cuja aus\u00eancia entre m\u00e9diuns brasileiros me havia impossibilitado ditar obras como as desejara, contribuindo para que fosse mais penoso o trabalho de minha reabilita\u00e7\u00e3o, possu\u00eda um nome que se aliava ao doce refrig\u00e9rio que aclarava nossas mentes. Chamava-se, tal como o nosso burgo, Esperan\u00e7a, e l\u00e1 se encontrava, junto aos demais, o majestoso edif\u00edcio onde era ministrado, acompanhando-se das recomenda\u00e7\u00f5es fraternais para que foi ideado! Conviria, assim, que o aprend\u00eassemos, para que, ao reencarnarmos, levando-o impresso nos refolhos do Esp\u00edrito, n\u00e3o nos descur\u00e1ssemos de exercit\u00e1-lo sobre a Terra [\u2026]<\/p>\n<p align=\"center\">\u00daltimos Tra\u00e7os<\/p>\n<p>[\u2026] Faltava-me, todavia, o idioma fraterno do futuro, aquele penhor inestim\u00e1vel da Humanidade, e que tender\u00e1 a envolv\u00ea-la no amplexo unificador das ra\u00e7as e dos povos confraternizados para a conquista do mesmo ideal: &#8211; o progresso, a harmonia, a civiliza\u00e7\u00e3o iluminada pelo Amor! Era estudo facultativo esse, como, ali\u00e1s, todos os demais deveres que tender\u00edamos a abra\u00e7ar, mas que os iniciados, particularmente, aconselhavam a fazermos, a ele emprestando grande import\u00e2ncia, porquanto esse idioma, cujo nome simb\u00f3lico \u00e9 o mesmo de nossa Cidade Universit\u00e1ria, isto \u00e9, Esperan\u00e7a &#8211; (Esperanto) -, resolver\u00e1 problemas at\u00e9 mesmo no al\u00e9m-t\u00famulo, facultando aos Esp\u00edritos elevados o se comunicarem eficiente e brilhantemente, atrav\u00e9s de obras liter\u00e1rias e cient\u00edficas, as quais o mundo terreno tende a receber do Invis\u00edvel nos dias porvindouros &#8211; servindo-se de aparelhos medi\u00fanicos que tamb\u00e9m se hajam habilitado com mais essa faculdade a fim de bem atenderem aos imperativos da miss\u00e3o que, em nome do Cristo e por amor da Verdade e da reden\u00e7\u00e3o do g\u00eanero humano, dever\u00e3o exercer.<\/p>\n<p>Ora, convinha extraordinariamente aos meus interesses em geral e aos espirituais em particular, a aquisi\u00e7\u00e3o, no plano invis\u00edvel, desse novo conhecimento, ou seja, do idioma &#8220;Esperanto&#8221;. Ao reencarnar, levando-o decalcado nas fibras luminosas do c\u00e9rebro perispiritual, em ocasi\u00e3o oportuna advir-me-ia a intui\u00e7\u00e3o de reaprend\u00ea-lo ao contato de mestres terrenos. Eu fora, ali\u00e1s, informado de que seria m\u00e9dium na exist\u00eancia porvindoura e comprometera-me a trabalhar, uma vez reencarnado, pela difus\u00e3o das verdades celestes entre a Humanidade, n\u00e3o obstante o fantasma da cegueira que se postou \u00e0 minha espera nas estradas do futuro. Meditei profundamente na conveni\u00eancia que adviria da ci\u00eancia de um idioma universal entre os homens e os Esp\u00edritos, do quanto eu mesmo, como m\u00e9dium que serei, poderei produzir em prol da causa da Fraternidade &#8211; a mesma do Cristo -, uma vez o meu intelecto de posse de tal tesouro. Obtida, pois, a permiss\u00e3o para mais esse curso, matriculei-me na Academia que lhe era afeta e me dediquei fervorosamente ao nobre estudo.<\/p>\n<p>N\u00e3o era simplesmente um edif\u00edcio a mais, figurando na extensa Avenida Acad\u00eamica onde suntuosos pal\u00e1cios se alinhavam em magistral efeito de arte pura, mas escr\u00ednio de beleza arquitet\u00f4nica, que levaria o pensador ao sonho e ao deslumbramento! Era tamb\u00e9m um templo, como as demais edifica\u00e7\u00f5es, e nos seus majestosos recintos interiores a Fraternidade Universal era homenageada sem esmorecimentos, e sob as mais sadias inspira\u00e7\u00f5es da Esperan\u00e7a, por ministros do Bem, incans\u00e1veis em operosidades tendentes ao beneficio e progresso da Humanidade [\u2026]<\/p>\n<p>[\u2026] Era, todavia, a \u00fanica edifica\u00e7\u00e3o refulgindo tonalidades esmeraldinas e flavas, em desacordo com suas cong\u00eaneres, que lucilavam nuan\u00e7as azuladas e brancas, e que n\u00e3o obedecia ao cl\u00e1ssico estilo hindu. Lembraria antes o estilo g\u00f3tico, evocando mesmo certas constru\u00e7\u00f5es famosas da Europa, como a catedral de Col\u00f4nia, com suas divis\u00f5es e reentr\u00e2ncias bordadas quais joias de filigrana, suas torres apontando graciosamente para o alto entre flamejamentos que se diriam ondas transmissoras de perenes inspira\u00e7\u00f5es para o exterior. Os recintos interiores n\u00e3o decepcionavam, porquanto eram o que de mais belo e mais nobre pude apreciar nos interiores da Cidade Esperan\u00e7a. Fei\u00e7\u00e3o de catedral, com efeitos de luzes surpreendentes e um acento de arte flu\u00eddica da mais fina classe que me seria poss\u00edvel conceber, compreendia-se imediatamente n\u00e3o serem orientais e tampouco iniciados os seus idealizadores; que n\u00e3o pertenceriam \u00e0 falange sob cujos cuidados nos reeduc\u00e1vamos e que antes deveria tratar-se de realiza\u00e7\u00e3o transplantada de outras falanges, como que uma embaixada especial, sediada em outras plagas, mas com elevadas miss\u00f5es entre n\u00f3s outros, e cuja finalidade seria, sem sombra de d\u00favidas, igualmente altru\u00edstica.<\/p>\n<p>Com efeito! A uma interroga\u00e7\u00e3o minha, Pedro e Sal\u00fastio responderam tratar-se de uma filial da grande Universidade Esperantista do Astral, com sede em outra esfera mais elevada, a qual irradiava inspira\u00e7\u00e3o para suas depend\u00eancias do Invis\u00edvel, como at\u00e9 da Terra, onde j\u00e1 se iniciava apreci\u00e1vel movimenta\u00e7\u00e3o em torno do nobil\u00edssimo certame, entre intelectuais e pensadores de todas as ra\u00e7as planet\u00e1rias! [\u2026]<\/p>\n<p>[\u2026] Tal como no desenrolar das li\u00e7\u00f5es ministradas pelos antigos mestres An\u00edbal e Epaminondas, desde o primeiro dia de aula na Academia de Esperanto verificou-se magistral desfile de civiliza\u00e7\u00f5es terrenas. Suas dificuldades, muitas at\u00e9 hoje n\u00e3o sanadas, muitos dos seus mais graves impasses foram analisados sob nossas vistas interessadas, em quadros expositivos e sequentes como o cinemat\u00f3grafo, mostrando a Humanidade a debater-se contra as ondas at\u00e9 hoje insuper\u00e1veis da multiplicidade de idiomas e dialetos, dificuldades que figuravam ali como um dos flagelos que assolam a atribulada Humanidade, complicando at\u00e9 mesmo o seu futuro espiritual, porquanto no pr\u00f3prio Mundo Invis\u00edvel se luta contra estorvos motivados pela diferen\u00e7a de linguagem, nas zonas inferiores ou de transi\u00e7\u00e3o, onde prolifera o elemento espiritual pouco evolvido ou ainda muito materializado [\u2026]<\/p>\n<p>[\u2026] Quantas vezes m\u00fasicos c\u00e9lebres que viveram na Terra acompanharam as caravanas esperantistas \u00e0 nossa Col\u00f4nia, colaborando com suas sublimes inspira\u00e7\u00f5es, agora muito mais ricas e nobres, nessas fraternas festividades que o Amor ao pr\u00f3ximo e o culto \u00e0 Beleza promoviam! Mas tudo isso era manifestado em um estado de superioridade e grandiosa moral que os humanos est\u00e3o longe de conceber!<\/p>\n<p>Sucediam-se, por\u00e9m, os concertos: c\u00e2nticos orfe\u00f4nicos atingiam express\u00f5es mir\u00edficas; pe\u00e7as musicais perante as quais as mais arrebatadas melodias terrenas empalideceriam; certames po\u00e9ticos em cenas de declama\u00e7\u00e3o cuja suntuosidade tocava o inimagin\u00e1vel, arrebatando-nos at\u00e9 ao \u00eaxtase! E o idioma seleto de que se utilizava esse pugilo magn\u00edfico de artistas pertencentes a falanges que viveram e progrediram sob a bandeira de todos os climas, de todas as P\u00e1trias do globo terrestre, era o Esperanto, aquele que iria coroar a inicia\u00e7\u00e3o que fiz\u00e9ramos, reeducando-nos aos conceitos da Moral, da Ci\u00eancia e do Amor! [\u2026]<\/p>\n<p align=\"right\">CAMILO CASTELO BRANCO<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A Mans\u00e3o da Esperan\u00e7a [&#8230;] Emocionados, detivemos-nos diante das Escolas que dever\u00edamos cursar. 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