{"id":4486,"date":"2019-05-26T12:12:00","date_gmt":"2019-05-26T15:12:00","guid":{"rendered":"https:\/\/sodecristo.org.br\/hejme\/?page_id=4486"},"modified":"2022-07-13T20:46:30","modified_gmt":"2022-07-13T23:46:30","slug":"setimo-mandamento","status":"publish","type":"page","link":"https:\/\/sodecristo.org.br\/hejme\/os-dez-mandamentos\/setimo-mandamento\/","title":{"rendered":"S\u00e9timo Mandamento"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: center;\"><span style=\"color: #3366ff;\"><em><span style=\"font-size: 18pt;\">N\u00e3o cometer\u00e1s adult\u00e9rio.<\/span> <\/em><\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>A natureza material do homem o impele para a lubricidade. Nada lhe refreia os desejos, desde que se entregue aos instintos animais. E sabeis que estes instintos, principalmente, dominavam naquelas afastadas \u00e9pocas. N\u00e3o vedes que ainda agora eles arrastam muitos de vossos irm\u00e3os a vergonhosos transviamentos?<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Os la\u00e7os que prendem um ao outro o homem e a mulher e que os induzem a perpetuar a esp\u00e9cie t\u00eam uma origem nobre e pura, de onde a materialidade da encarna\u00e7\u00e3o os desviou, mas \u00e0 qual \u00e9 preciso que voltem.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>A proibi\u00e7\u00e3o de cometer adult\u00e9rio devia bastar para conter os excessos. Mas, ainda a\u00ed a interpreta\u00e7\u00e3o obedeceu \u00e0s necessidades da \u00e9poca: o homem e a mulher casados, se cometiam adult\u00e9rio, eram punidos, ela com a pena de morte, ele com a pecha de infame.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Este Mandamento, segundo o esp\u00edrito, se estende a toda quebra da uni\u00e3o pura. Compreende todos os arrastamentos carnais, sejam quais forem, que impilam o macho para a f\u00eamea e que rebaixam a humanidade at\u00e9 ao n\u00edvel dos instintos do bruto.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>N\u00e3o vos dizemos: &#8220;Deus criou um homem de uma mulher, a fim de provar que uma s\u00f3 exist\u00eancia deviam eles ter.&#8221; Esse era o lado moral, o fim moral que, sob o v\u00e9u da letra, Mois\u00e9s adotara, colocando-se no ponto de vista dos Hebreus, e que permaneceram os mesmos para as gera\u00e7\u00f5es ent\u00e3o futuras. J\u00e1 vos demos explica\u00e7\u00f5es a respeito dessa figura emblem\u00e1tica da cria\u00e7\u00e3o e acerca da pr\u00f3pria cria\u00e7\u00e3o* . Dir-vos-emos, n\u00e3o obstante, o seguinte: os Esp\u00edritos se grupam por atra\u00e7\u00e3o de simpatia. Cada Esp\u00edrito escolhe o companheiro, ou a companheira, com quem passe o tempo de sua prova\u00e7\u00e3o. Tal a regra, cuja \u00fanica, exce\u00e7\u00e3o se encontra no caso do celibato como prova\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Os Esp\u00edritos encarnam, nascem, geralmente em condi\u00e7\u00f5es que lhes permitam reunir-se. Os que s\u00e3o reciprocamente simp\u00e1ticos se acham destinados \u00e0 uni\u00e3o. Mas, as disposi\u00e7\u00f5es materiais de um ou de outro, como encarnados, podem quebrar acidentalmente a harmonia e lhes retardar a uni\u00e3o, quer nos limites da encarna\u00e7\u00e3o presente, quer at\u00e9 uma outra encarna\u00e7\u00e3o. Assim \u00e9 que um Esp\u00edrito se v\u00ea repelido, desprezado, ou abandonado por outro que lhe \u00e9 simp\u00e1tico, que o chama, isto \u00e9, para o qual ele se sente atra\u00eddo, por\u00e9m que se deixou seduzir, ou pelos arrastamentos carnais, ou pelo orgulho, pela ambi\u00e7\u00e3o, pelo amor do ouro.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Quando Esp\u00edritos simp\u00e1ticos um ao outro chegam a unir-se na Terra, de conformidade com a escolha por eles reciprocamente feita antes de encarnarem, nada mais haver\u00e1 que os separe, que rompa os la\u00e7os dessa uni\u00e3o, desde que ela se realizou por efeito de id\u00eantica, tend\u00eancias para o bem. Esses n\u00e3o precisam mais que um mandamento lhes diga: &#8220;N\u00e3o cometereis adult\u00e9rio&#8221;. Por\u00e9m, se, uma vez encarnados, descuidando-se dos compromissos assumidos no estado esp\u00edrita, compromissos cuja lembran\u00e7a perderam, se bem que um secreto instinto do cora\u00e7\u00e3o os advirta deles, e dos quais a influ\u00eancia da mat\u00e9ria os afasta, os Esp\u00edritos, homens e mulheres, n\u00e3o procuram, na uni\u00e3o conjugal, mais do que uma passageira satisfa\u00e7\u00e3o material, mais do que uma combina\u00e7\u00e3o matem\u00e1tica ou social, um neg\u00f3cio de interesse ou de orgulho, os compromissos terrenos quebram os la\u00e7os de simpatia. Em tal caso, uma afei\u00e7\u00e3o pura n\u00e3o enche os cora\u00e7\u00f5es e os Esp\u00edritos buscam compensa\u00e7\u00f5es na variedade e no mau proceder. A esses o mandamento diz: &#8220;N\u00e3o fornicar\u00e1s, &#8220;n\u00e3o cometer\u00e1s adult\u00e9rio, porquanto, se a ti mesmo te impuseste carregar uma pesada cadeia, tens que sofrer as consequ\u00eancias; tens que, pelo respeito que deves a esse compromisso irrefletido, atenuar a falta que praticaste contraindo-o; tens que vencer os teus instintos sensuais; tens que dominar a carne e fazer que nas\u00e7a . a simpatia que dever\u00e1 reinar \u2014 entre o teu Esp\u00edrito e o da companheira que inconsideradamente escolheste \u2014 quando come\u00e7ar o dia da liberdade pela volta de ambos \u00e0 vida esp\u00edrita.&#8221;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Algumas vezes, a uni\u00e3o \u00e9 imposta ao encarnado pela influ\u00eancia e autoridade dos pais, movidos pelo interesse ou pelo orgulho. Tal uni\u00e3o constitui, para o que a sofre, uma prova\u00e7\u00e3o por ele escolhida e que ser\u00e1 tempor\u00e1ria, ou durar\u00e1 todo o tempo da sua exist\u00eancia terrena. No primeiro caso, ter\u00e1 por efeito apenas retardar, no curso da sua encarna\u00e7\u00e3o atual, a uni\u00e3o simp\u00e1tica que ele escolhera antes desta. No segundo, o efeito ser\u00e1 adiar essa uni\u00e3o para uma encarna\u00e7\u00e3o posterior.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>E tanto para esse, como para o que se uniu fugindo \u00e0s suas provas, o Mandamento emprega a mesma linguagem de que usa para com o que, livre e volunt\u00e1ria, mas irrefletidamente, assumiu um compromisso, desviando-se do caminho que devia seguir.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Algumas vezes tamb\u00e9m, certos Esp\u00edritos, desejosos de vencer a antipatia que experimentam um pelo outro, embora nem sempre seja rec\u00edproca, escolhem, como prova\u00e7\u00e3o, unir-se humanamente. Ainda a esses o Mandamento diz: &#8220;N\u00e3o cometereis adult\u00e9rio.&#8221; E Jesus, com a sua voz meiga, repete: &#8220;N\u00e3o separe o homem o que Deus uniu&#8221;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Concluindo as nossas observa\u00e7\u00f5es sobre este ponto, repetimos: Os Esp\u00edritos se destinam \u00e0 uni\u00e3o. Antes de encarnarem, escolhem os que lhes sejam companheiros, a fim de juntos passarem o tempo da prova\u00e7\u00e3o, auxiliando-se mutuamente, ressalvada a possibilidade de uns ou outros fugirem ao cumprimento de suas resolu\u00e7\u00f5es esp\u00edritas. Mas, quer isto se d\u00ea, quer n\u00e3o, a escolha, seja conforme ou contr\u00e1ria a essas resolu\u00e7\u00f5es esp\u00edritas, n\u00e3o \u00e9 fruto do que chamais \u2014 o acaso e sim o resultado da dire\u00e7\u00e3o impressa \u00e0s provas. Dessa dire\u00e7\u00e3o depende ser o Esp\u00edrito desviado de sua rota, ou livre e voluntariamente, ou porque sofra a imposi\u00e7\u00e3o de uma vontade.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Feita a escolha e dado que um dos Esp\u00edritos ou ambos se afastem do caminho que deviam seguir, pode acontecer, ou que venham a encontrar-se, ao cabo de certo tempo, na encarna\u00e7\u00e3o presente, ou que fiquem momentaneamente separados, at\u00e9 uma nova encarna\u00e7\u00e3o, na qual os reconduzir\u00e3o um ao outro as mesmas simpatias, ou ent\u00e3o, se o caso resultar de antipatia, a inten\u00e7\u00e3o de, por prova, viverem unidos. A escolha reiteradamente feita acabar\u00e1 por torn\u00e1-los capazes de levarem a cabo a prova.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>O celibato tamb\u00e9m \u00e9, para uns, prova; para outros, desvio. Os que, por prova, se destinam ao celibato, n\u00e3o escolheram companheira para a vida, ou, pelo menos (dizemo-lo, a fim de n\u00e3o deixar margem para falsas interpreta\u00e7\u00f5es), n\u00e3o determinaram que se verificasse sua uni\u00e3o terrena com outro Esp\u00edrito.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Para explicarmos todos os casos em que o celibato constitui um transviamento, ter\u00edamos que entrar em muitos pormenores. Bastar\u00e1, pois, vos fa\u00e7amos notar que h\u00e1 celibat\u00e1rios \u2014 por ego\u00edsmo, por lubricidade, por indiferen\u00e7a, por avareza, por quietismo, doutrina que, assente numa falsa ideia da espiritualidade, faz consistir a perfei\u00e7\u00e3o crist\u00e3 na ina\u00e7\u00e3o da alma e em a criatura negligenciar das obras exteriores. H\u00e1 ainda o celibato por voto decorrente da condi\u00e7\u00e3o imposta a todo aquele, homem e mulher, que se prop\u00f5e entrar para as ordens mon\u00e1sticas e religiosas. Conforme vos foi relatado no coment\u00e1rio sobre os tr\u00eas primeiros Evangelhos, a imposi\u00e7\u00e3o desse compromisso nasceu de uma falsa interpreta\u00e7\u00e3o e de uma aplica\u00e7\u00e3o falsa destas palavras de Jesus: &#8220;H\u00e1 os que se fizeram eunucos pelo reino dos c\u00e9us; aquele que puder compreender isto, que o compreenda&#8221;** , palavras que a Igreja n\u00e3o soube nem p\u00f4de compreender. O que, a esse respeito, ocorreu, sob o imp\u00e9rio e o v\u00e9u da letra, na era crist\u00e3, postos de parte os desvios e abusos, teve a sua raz\u00e3o de ser, mas tem que cessar e cessar\u00e1 na era nova do Cristianismo do Cristo, na era esp\u00edrita, sob o imp\u00e9rio do esp\u00edrito.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><span><em>*Ver, com efeito, o que foi desenvolvidamente dito sobre a origem do Esp\u00edrito (origem da alma), sobre a do homem e da mulher na Terra e sobre os mundos primitivos. (Ns. 56 e seguintes, tomo 1, Evangelhos de Mateus, Marcos e Lucas, reunidos.)<\/em><\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><span><em>**Ver: Evangelhos de Mateus, Marcos e Lucas, reunidos e postos em concord\u00e2ncia, 3\u00ba tomo, p\u00e1ginas 180-188<\/em><\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p align=\"center\"><a href=\"https:\/\/sodecristo.org.br\/hejme\/os-dez-mandamentos\/\"><span>OS DEZ MANDAMENTOS<\/span><\/a><\/p>\n<p><span><a href=\"https:\/\/sodecristo.org.br\/hejme\/os-dez-mandamentos\/primeiro-mandamento\/\">Primeiro<\/a> &#8211; <a href=\"https:\/\/sodecristo.org.br\/hejme\/os-dez-mandamentos\/segundo-madamento\/\">Segundo<\/a> ~ <a href=\"https:\/\/sodecristo.org.br\/hejme\/os-dez-mandamentos\/terceiro-mandamento\/\">Terceiro<\/a> &#8211; <a href=\"https:\/\/sodecristo.org.br\/hejme\/os-dez-mandamentos\/quarto-mandamento\/\">Quarto<\/a> &#8211; <a href=\"https:\/\/sodecristo.org.br\/hejme\/quinto-mandamento\/\">Quinto<\/a> &#8211; <a href=\"https:\/\/sodecristo.org.br\/hejme\/os-dez-mandamentos\/setimo-mandamento-2\/\">Sexto<\/a> &#8211; S\u00e9timo &#8211; <a href=\"https:\/\/sodecristo.org.br\/hejme\/os-dez-mandamentos\/oitavo-mandamento\/\">Oitavo<\/a> &#8211; <a href=\"https:\/\/sodecristo.org.br\/hejme\/os-dez-mandamentos\/oitavo-mandamento\/\">Nono<\/a> &#8211; <a href=\"https:\/\/sodecristo.org.br\/hejme\/os-dez-mandamentos\/decimo-mandamento\/\">D\u00e9cimo<\/a><\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>N\u00e3o cometer\u00e1s adult\u00e9rio. &nbsp; A natureza material do homem o impele para a lubricidade. 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