{"id":4477,"date":"2019-05-26T11:50:01","date_gmt":"2019-05-26T14:50:01","guid":{"rendered":"https:\/\/sodecristo.org.br\/hejme\/?page_id=4477"},"modified":"2022-07-13T20:48:54","modified_gmt":"2022-07-13T23:48:54","slug":"quinto-mandamento","status":"publish","type":"page","link":"https:\/\/sodecristo.org.br\/hejme\/os-dez-mandamentos\/quinto-mandamento\/","title":{"rendered":"Quinto Mandamento"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: center;\"><span style=\"font-size: 18pt; color: #3366ff;\">Honra a teu pai e a tua m\u00e3e.<\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Compreenda os Mandamentos do Senhor, em toda a sua grandeza, aquele que quiser obedecer-lhes. Honra a teu pai e a tua m\u00e3e: Estes s\u00e3o os chefes que o Senhor te d\u00e1, os guias encarnados que prep\u00f4s \u00e0 tua guarda. Mas, os que se encarregam da tua educa\u00e7\u00e3o, que te desenvolvem a intelig\u00eancia, que vigiam a tua adolesc\u00eancia, n\u00e3o s\u00e3o tamb\u00e9m teu pai e tua m\u00e3e \u2014 espirituais? E, por vezes, n\u00e3o fazem mais do que o pai e a m\u00e3e segundo a carne, que esquecem seus sagrados deveres e deixam o filho, que o Senhor lhes confiou, entregue a seus maus pendores, quando n\u00e3o chegam at\u00e9 a faz\u00ea-lo ceder \u00e0s inclina\u00e7\u00f5es m\u00e1s que neles predominam, dando-lhe o exemplo do orgulho ou do ego\u00edsmo, da lux\u00faria, dos v\u00edcios e paix\u00f5es inferiores que degradam a humanidade e levam o Esp\u00edrito \u00e0 perdi\u00e7\u00e3o, fazendo-o falir em suas provas?<\/p>\n<p>O chefe de Estado, o juiz que governa com sabedoria, que faz justi\u00e7a a todos, que dispensa sua solicitude at\u00e9 ao mais \u00ednfimo de seus administrados, n\u00e3o \u00e9 um pai a quem deves honrar, pois governa uma grande fam\u00edlia?<\/p>\n<p>E, falando assim, as nossas palavras se estendem a todo aquele que, como superior, qualquer que seja a sua condi\u00e7\u00e3o, cumpre santamente suas obriga\u00e7\u00f5es para com os que lhe est\u00e3o subordinados. A lei do respeito e do amor deve abranger todas as classes, todas as condi\u00e7\u00f5es. \u00c9 a cadeia que liga uns aos outros todos os membros da fam\u00edlia universal.<\/p>\n<p>A fim de que teus dias sejam prolongados na terra que o Eterno, o Senhor teu Deus, te dar\u00e1.<\/p>\n<p>Estas palavras, aditadas \u00e0 lei, constituem um acr\u00e9scimo feito por Mois\u00e9s ao quinto Mandamento, tendo ainda por fim for\u00e7ar \u00e0 obedi\u00eancia e ao respeito \u00e0 lei homens dominados unicamente pelo ego\u00edsmo e pelo instinto do presente.<\/p>\n<p>Bem viver e viver longo tempo constitu\u00eda para tais homens a primeira e \u00fanica preocupa\u00e7\u00e3o. Pelo ponto sens\u00edvel era, pois, que importava prend\u00ea-los. E Mois\u00e9s bem o percebeu.<\/p>\n<p>Mas, tomai, \u00f3 filhos amados, a palavra \u2014 terra em acep\u00e7\u00e3o simb\u00f3lica e compreendereis como a vossa vida poder\u00e1 prolongar-se em a morada que reservada vos est\u00e1, no sentido de que mais cedo a ela podereis chegar, cumprindo melhor os vossos deveres. Como sabeis, a morada reservada aos homens que o merecem s\u00e3o as esferas superiores, que eles atingem \u00e0 medida que se elevam e a que tanto mais cedo chegar\u00e3o quanto mais esfor\u00e7os fizerem por se aperfei\u00e7oar.<\/p>\n<p>Homem, honra a teu pai e a tua m\u00e3e e teus dias ser\u00e3o prolongados na terra que o Senhor teu Deus te dar\u00e1. Mas, compreende-o bem, essa terra n\u00e3o \u00e9 o solo que pisam teus p\u00e9s.<\/p>\n<p>As dificuldades que surgiram na interpreta\u00e7\u00e3o dos Mandamentos nasceram de n\u00e3o terem querido ou n\u00e3o terem sabido os interpretadores distinguir do princ\u00edpio exarado na lei as adi\u00e7\u00f5es feitas \u00e0 lei, separar o que veio de Deus do que veio do homem, sob a inspira\u00e7\u00e3o divina, por interm\u00e9dio dos Esp\u00edritos superiores, com um objetivo transit\u00f3rio e humano. O que, na lei, vem de Deus \u00e9 imut\u00e1vel; o que veio por aquela inspira\u00e7\u00e3o divina, foi um meio de que Mois\u00e9s se serviu para, atendendo ao momento, segundo a letra, e preparando o futuro, segundo o esp\u00edrito, auxiliar o progresso humano, de conformidade com as necessidades da \u00e9poca.<\/p>\n<p>Na Terra em que habitais, enquanto a ocupardes pela encarna\u00e7\u00e3o, vossos dias n\u00e3o podem ser prolongados.<\/p>\n<p>No O Livro dos Esp\u00edritos se l\u00ea, com rela\u00e7\u00e3o \u00e0 morte, o seguinte: &#8220;De fatal, no verdadeiro sentido da palavra, n\u00e3o h\u00e1 sen\u00e3o o instante da morte. Em chegando esse momento, ou por um meio ou por outro, n\u00e3o vos podeis subtrair a ele.&#8221; \u2014 Depois, como resposta a esta pergunta: &#8220;Assim, qualquer que seja o perigo que nos ameace, n\u00e3o morreremos se a hora n\u00e3o for chegada?&#8221; se l\u00ea: &#8220;N\u00e3o, n\u00e3o perecer\u00e1s e tens disso milhares de exemplos; mas, tendo chegado a hora de partires, nada pode obstar \u00e0 tua partida.&#8221; \u2014 Diante dessas palavras e destas que acabais de proferir mediunicamente: , &#8220;Na Terra em que habitais, enquanto a ocupardes pela encarna\u00e7\u00e3o, vossos dias n\u00e3o podem ser prolongados&#8221; \u2014 em que sentido, em que condi\u00e7\u00f5es e segundo que regras se deve entender que o instante da morte \u00e9 fatal? Deve-se entend\u00ea-lo de modo absoluto e no sentido de que o homem nada pode conseguir, para abreviar sua exist\u00eancia, pelo uso e abuso do seu livre-arb\u00edtrio, por seus atos, pela maneira por que se utiliza da sua exist\u00eancia, deixando de cumprir as obriga\u00e7\u00f5es que lhe s\u00e3o impostas para que o corpo lhe dure at\u00e9 ao termo de suas prova\u00e7\u00f5es?<\/p>\n<p>O Livro dos Esp\u00edritos era a base da revela\u00e7\u00e3o, por\u00e9m n\u00e3o a revela\u00e7\u00e3o toda. Se nessa obra se houvesse entrado em todos os pormenores, mais terr\u00edveis teriam sido as tempestades que ela levantou, mais numerosos os antagonistas, mais penosa a luta. Foi preciso, primeiramente, desentulhar o caminho e mostrar a luz que cintilava por entre as abertas do silvedo. Pouco a pouco, o horizonte foi sendo alargado e ainda o ser\u00e1 mais.<\/p>\n<p>Sob certos pontos de vista, como esse que ali se adotou, mas sem que se houvesse entrado em todos os desenvolvimentos, a morte \u00e9 determinada. Credes, por\u00e9m, fracas e finitas criaturas, que aquele que se move no infinito e abrange com o seu olhar as pl\u00eaiades inumer\u00e1veis de estrelas, de mundos que ele projetou no espa\u00e7o, mede o tempo com os vossos compassos? Tudo \u00e9 detido em sua marcha, tudo tem determinada a sua dura\u00e7\u00e3o, ao simples olhar daquele que \u00e9 o infinito. Mas, a barreira que se ergue diante de v\u00f3s n\u00e3o \u00e9 determinada como o interpretais.<\/p>\n<p>A dura\u00e7\u00e3o da vida se regula pelo princ\u00edpio que liga o Esp\u00edrito ao corpo. O cord\u00e3o flu\u00eddico de que se vos tem falado \u00e9 a mola que p\u00f5e em movimento o mecanismo corporal. Determinada \u00e9 a dura\u00e7\u00e3o dessa mola, mas dentro de uma amplitude que n\u00e3o podeis compreender e que n\u00e3o se mede pelos minutos da vossa p\u00eandula. Extens\u00e3o mais ou menos longa que \u00e9 dada, de acordo com a maneira por que dela fizerdes uso. \u00c9 como um peda\u00e7o de borracha que se pode esticar at\u00e9 certo ponto, conforme a maior ou menor for\u00e7a, a maior ou menor destreza que se empregue.<\/p>\n<p>Conquanto seja dif\u00edcil fazer-vos compreender esta aprecia\u00e7\u00e3o, vamos dar-vos o sentido e o alcance do que acabamos de dizer.<\/p>\n<p>A dura\u00e7\u00e3o do homem tem um limite natural, determinado, no curso regular da exist\u00eancia, pelas leis imut\u00e1veis da natureza, pela a\u00e7\u00e3o e aplica\u00e7\u00e3o dessas leis, de conformidade com os meios e os climas, por isso que os fluidos que servem para a forma\u00e7\u00e3o e o entretenimento dos seres humanos est\u00e3o em rela\u00e7\u00e3o com os climas sobre que eles atuam. E a mat\u00e9ria est\u00e1 em rela\u00e7\u00e3o adequada com eles, porquanto, segundo a lei de harmonia universal, tudo \u00e9 determinado. A\u00ed, nesse limite natural, \u00e9 que est\u00e1 o momento irrevog\u00e1vel do fim humano, fim contra o qual o livre-arb\u00edtrio do homem nada pode, no sentido de prolongar al\u00e9m dele a dura\u00e7\u00e3o do corpo.<\/p>\n<p>Eis qual \u00e9, na verdadeira significa\u00e7\u00e3o da palavra, o instante fatal da morte. Neste sentido \u00e9 que os dias da criatura humana n\u00e3o podem ser prolongados. Eles n\u00e3o podem ir al\u00e9m daquele limite natural. Mas, o livre-arb\u00edtrio do homem pode, seja por meio de suas resolu\u00e7\u00f5es esp\u00edritas, isto \u00e9, pelas determina\u00e7\u00f5es que toma, como Esp\u00edrito, antes de encarnar, seja pelo uso que faz da sua exist\u00eancia como encarnado, interromper o curso desta em determinado tempo, entre o instante do seu nascimento e aquele natural limite, que \u00e9 a hora fatal do fim humano.<\/p>\n<p>O livre-arb\u00edtrio do Esp\u00edrito o coloca em condi\u00e7\u00f5es de marcar, antes da encarna\u00e7\u00e3o, a dura\u00e7\u00e3o aproximada do corpo que lhe servir\u00e1 de envolt\u00f3rio, tomando ele o encargo de cumprir as obriga\u00e7\u00f5es necess\u00e1rias a faz\u00ea-lo durar at\u00e9 ao termo de suas provas. Uma vez encarnado, como ignore quanto tempo durar\u00e3o estas, deve empregar todos os esfor\u00e7os para se p\u00f4r em estado de lev\u00e1-las a cabo.<\/p>\n<p>Neste caso, tendo, pelas suas resolu\u00e7\u00f5es esp\u00edritas, marcado a termina\u00e7\u00e3o da prova, portanto a dura\u00e7\u00e3o de sua exist\u00eancia terrena, o Esp\u00edrito se acha impedido de atingir o termo geral desta \u2014 o seu limite natural. O corpo, ent\u00e3o, sob a vigil\u00e2ncia e a dire\u00e7\u00e3o dos Esp\u00edritos prepostos \u00e0 tarefa de velar pelo cumprimento das provas, se forma em condi\u00e7\u00f5es de durar o tempo predeterminado, cabendo, por\u00e9m, repetimo-lo, ao Esp\u00edrito encarnado cumprir todas as obriga\u00e7\u00f5es de que dependa a dura\u00e7\u00e3o dele at\u00e9 ao fim das provas a que serve de instrumento.<\/p>\n<p>Cumpridas que sejam todas essas obriga\u00e7\u00f5es, o instante da morte \u00e9 irrevog\u00e1vel, por\u00e9m n\u00e3o fatal, no verdadeiro sentido desta palavra, visto ser o resultado do uso que do seu livre-arb\u00edtrio fez o Esp\u00edrito antes de encarnar.<\/p>\n<p>O homem, todavia, pode, pelo exerc\u00edcio desse mesmo livre- arb\u00edtrio, pelo abuso que dele fa\u00e7a, pela maneira por que conduza a sua exist\u00eancia, deter o curso desta antes do tempo marcado pelas suas resolu\u00e7\u00f5es esp\u00edritas, pelas determina\u00e7\u00f5es que tomou, como Esp\u00edrito, antes de encarnar.<\/p>\n<p>Assim \u00e9 que o doente usa do livre-arb\u00edtrio, tanto quanto cuida do seu corpo para torn\u00e1-lo capaz de levar a cabo as provas que seu Esp\u00edrito escolheu, como quando apressa a sua morte, quer descuidando-se dele, o que muito se aproxima do suic\u00eddio, quer praticando abusos ou excessos, desde que esse descuido, esses abusos e excessos constituam infra\u00e7\u00e3o das obriga\u00e7\u00f5es que lhe cabia cumprir para faz\u00ea-lo durar at\u00e9 ao fim das provas que escolhera.<\/p>\n<p>O tempo n\u00e3o \u00e9, pois, limitado segundo o vosso ponto de vista, se bem o seja com rela\u00e7\u00e3o ao infinito e \u00e0s leis que regem o Universo.<\/p>\n<p>Sim, o instante da morte \u00e9 fatal, no verdadeiro sentido da palavra, porque a vida corp\u00f3rea n\u00e3o pode ultrapassar certo limite.<\/p>\n<p>N\u00e3o, o instante da morte n\u00e3o \u00e9 fatal, relativamente \u00e0 dura\u00e7\u00e3o da vossa exist\u00eancia restrita, porque o limite natural, no curso regular da vida terrena, s\u00f3 raramente \u00e9 atingido, pela raz\u00e3o de que as vossas resolu\u00e7\u00f5es esp\u00edritas, ou os vossos atos, uns e outras consequ\u00eancias do vosso livre-arb\u00edtrio, impedem que o atinjais.<\/p>\n<p>Quando, para o homem, \u00e9 chegada a hora de partir, nada pode eximi-lo da partida. E isto se verifica, desde que essa hora chegue, ou porque o limite natural tenha sido alcan\u00e7ado, ou por efeito de suas resolu\u00e7\u00f5es esp\u00edritas, ou em consequ\u00eancia de atos seus, que, dada a maneira por que haja conduzido a sua exist\u00eancia, constitu\u00edram infra\u00e7\u00e3o das obriga\u00e7\u00f5es que ele tinha necessidade de cumprir, para fazer que seu corpo durasse at\u00e9 ao termo das provas que buscara.<\/p>\n<p>Dentro dessa latitude que vos \u00e9 concedida, podeis mover-vos e usar do vosso livre-arb\u00edtrio que, a n\u00e3o ser assim, n\u00e3o passaria de uma palavra oca e infalivelmente traria a todo aquele que raciocina a ideia de fatalismo, de predestina\u00e7\u00e3o, de escravid\u00e3o moral.<\/p>\n<p>H\u00e1, por\u00e9m, uma distin\u00e7\u00e3o a estabelecer-se quanto \u00e0 dura\u00e7\u00e3o da vossa exist\u00eancia, restringida, com rela\u00e7\u00e3o ao limite natural, pelas vossas resolu\u00e7\u00f5es esp\u00edritas, ou por atos vossos que, conformemente ao emprego que dais \u00e0 vida corporal, constituem infra\u00e7\u00e3o das obriga\u00e7\u00f5es que tendes necessidade de cumprir, para que o vosso corpo dure at\u00e9 \u00e0 termina\u00e7\u00e3o das provas que escolhestes.<\/p>\n<p>De acordo com o que j\u00e1 vos dissemos, para o homem que cumpriu, que cumpre todas as obriga\u00e7\u00f5es cuja observ\u00e2ncia \u00e9 necess\u00e1ria para que seu corpo dure at\u00e9 ao termo de suas provas, e que, pelas suas resolu\u00e7\u00f5es esp\u00edritas, determinou uma dura\u00e7\u00e3o restrita para a sua exist\u00eancia, o instante da morte \u00e9 e permanece irrevog\u00e1vel. Nesse caso, qualquer que seja o perigo que o ameace, ele n\u00e3o perecer\u00e1 se a hora n\u00e3o houver chegado. Qualquer que seja a situa\u00e7\u00e3o em que se encontre, os meios apropriados a salv\u00e1-lo lhe ser\u00e3o preparados e colocados ao alcance pelos Esp\u00edritos prepostos ao encargo de vigiar o cumprimento das provas, das expia\u00e7\u00f5es. Se, ao contr\u00e1rio, a hora chegou, ele morrer\u00e1, perecer\u00e1. Disso tendes, como se vos disse, milhares de exemplos. De fato, quantas e quantas vezes, no mesmo lugar, uns perecem, outros se salvam!<\/p>\n<p>J\u00e1 recebestes sobre isto explica\u00e7\u00f5es nos coment\u00e1rios aos tr\u00eas primeiros Evangelhos (Ver: Evangelhos de Mateus, Marcos e Lucas, n. 119, p\u00e1gs. 106-113 do 2oTomo ), quanto aos casos de naufr\u00e1gio, de inc\u00eandio, de desmoronamentos subterr\u00e2neos, de quedas. N\u00e3o temos que voltar a esse ponto.<\/p>\n<p>No caso de assass\u00ednio, o assassino n\u00e3o \u00e9 instrumento cego da Provid\u00eancia quando, em determinado tempo, p\u00f5e termo \u00e0 prova de um que se destinara a essa expia\u00e7\u00e3o. Assim procedendo, usou do seu livre-arb\u00edtrio. O assass\u00ednio \u00e9 a consequ\u00eancia do livre-arb\u00edtrio de um e da escolha das provas, das expia\u00e7\u00f5es, feita pelo outro que, aplicando a si mesmo a lei de tali\u00e3o, buscou morrer, ou de morte violenta, mas sem determinar em que \u00e9poca, nem de que g\u00eanero seria a morte, ou, ent\u00e3o, de uma forma precisa, perecendo assassinado.<\/p>\n<p>No primeiro caso, se o assassino usa do seu livre-arb\u00edtrio para domar suas paix\u00f5es e perdoa ao que ia ser uma vitima, outra circunst\u00e2ncia a este se apresentar\u00e1, que por\u00e1 fim \u00e0s suas provas. Estas se cumprir\u00e3o assim conforme \u00e0s resolu\u00e7\u00f5es que seu Esp\u00edrito tomou antes de encarnar.<\/p>\n<p>No segundo caso, se o assassino procede da mesma forma, os acontecimentos da vida aproximar\u00e3o o encarnado, que deva sofrer a expia\u00e7\u00e3o de morrer assassinado, de outro encarnado em quem os maus pendores predominam, para que se d\u00ea o que haja de dar-se.<\/p>\n<p>O assassino e a vitima, uma vez encarnados, n\u00e3o mais se lembram da escolha que fizeram \u2014 um, da prova de que ter\u00e1 de sair vencedor ou vencido e que constitui, para ele, a luta contra uma tend\u00eancia de que lhe cumpre triunfar; \u2014 o outro, da expia\u00e7\u00e3o por que deve passar, como meio de repara\u00e7\u00e3o e de depura\u00e7\u00e3o. Assim, n\u00e3o \u00e9 por impulso pr\u00f3prio que a v\u00edtima se encaminha para o matadouro. Entretanto, algumas vezes, ela prepara, inconscientemente, o caminho que a conduzir\u00e1 l\u00e1, ou \u00e9 para l\u00e1 guiada pelos Esp\u00edritos prepostos a vigiar o cumprimento das provas, das expia\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>Compreendei bem o sentido destas \u00faltimas palavras. Os guias n\u00e3o dirigem os atos do assassino; dirigem o Esp\u00edrito daquele que deve sofrer a expia\u00e7\u00e3o, dirigem os acontecimentos que o conduzir\u00e3o ao caminho, seja da prova, seja da expia\u00e7\u00e3o. N\u00e3o deduzais da\u00ed que \u00e0 v\u00edtima o Esp\u00edrito seu protetor d\u00ea por inspira\u00e7\u00e3o, no momento em que ela desperta, a lembran\u00e7a da resolu\u00e7\u00e3o que seu Esp\u00edrito haja tomado enquanto esteve desprendido, durante o sono, a de se colocar no rumo dos sucessos que tenham de lev\u00e1-la ao cumprimento da expia\u00e7\u00e3o escolhida; n\u00e3o. Isso seria um supl\u00edcio moral infligido ao encarnado e a Provid\u00eancia \u00e9 piedosa para com seus filhos. Mas, conforme j\u00e1 vos foi explicado no coment\u00e1rio aos tr\u00eas primeiros Evangelhos (n. 119, p\u00e1gs. 106-113, do 2o tomo), o encarnado, ao despertar, conserva uma impress\u00e3o vaga, que se torna a determinante da sua vontade, de seus atos.<\/p>\n<p>Se a hora fixada pelas resolu\u00e7\u00f5es esp\u00edritas, quanto \u00e0 \u00e9poca da morte, n\u00e3o soou e permanece irrevog\u00e1vel, por estar aquele que se acha submetido \u00e0 expia\u00e7\u00e3o cumprindo todas as obriga\u00e7\u00f5es de que h\u00e1 de resultar a dura\u00e7\u00e3o de seu carpo at\u00e9 ao fim de suas provas, os Esp\u00edritos prepostos a velar pelo cumprimento destas, das expia\u00e7\u00f5es, preparam e p\u00f5em ao alcance dele os meios pr\u00f3prios a subtra\u00ed-lo ao assass\u00ednio. Ele se salvar\u00e1, qualquer que seja o perigo que o ameace.<\/p>\n<p>No caso em que, praticando, pelo uso que faz da sua exist\u00eancia, atos que constituam infra\u00e7\u00e3o das obriga\u00e7\u00f5es que lhe era necess\u00e1rio cumprir para que o corpo lhe durasse at\u00e9 ao fim de suas provas, infra\u00e7\u00e3o, portanto, de suas resolu\u00e7\u00f5es esp\u00edritas, o homem det\u00e9m o curso dessas provas, ele apressa o instante de sua morte. Soa-lhe ent\u00e3o a hora de partir, porque, usando e abusando do seu livre- arb\u00edtrio, p\u00f4s fim \u00e0 dura\u00e7\u00e3o de seu corpo, com o fazer que entrassem em a\u00e7\u00e3o os meios pelos quais esse fim chega. \u00c9 que, procedendo daquela forma, ele atraiu fluidos cuja a\u00e7\u00e3o, de conformidade com as leis naturais e imut\u00e1veis que os regem, prepara e executa a destrui\u00e7\u00e3o do corpo, a rutura do la\u00e7o que a este liga o Esp\u00edrito, desse cord\u00e3o flu\u00eddico que \u00e9 a mola, o instrumento e o meio de que depende a vida. E, ao mesmo tempo que atra\u00eda aqueles fluidos, ele repelia os apropriados \u00e0 conserva\u00e7\u00e3o do corpo at\u00e9 ao termo das provas por que devia passar.<\/p>\n<p>O homem que se deixa arrastar ao suic\u00eddio usa do seu livre- arb\u00edtrio, quer quando atenta, de qualquer modo, contra a vida, quer quando afasta a arma que dirigira contra si mesmo, ou renuncia ao projeto de matar-se e ao g\u00eanero de morte que escolhera. Se, por\u00e9m, a hora que ele, ao tomar as suas resolu\u00e7\u00f5es esp\u00edritas, fixou para morrer \u00e9 e se conserva irrevog\u00e1vel, por haverem sido, de sua parte, cumpridas todas as obriga\u00e7\u00f5es que lhe importava cumprir para que seu corpo durasse at\u00e9 ao termo de suas provas, os Esp\u00edritos prepostos a velar pelo cumprimento destas preparar\u00e3o e lhe por\u00e3o ao alcance os meios adequados a se subtrair \u00e0 morte. O suic\u00eddio abortar\u00e1, ele ser\u00e1 salvo.<\/p>\n<p>N\u00e3o concluais da\u00ed que o homem possa seguir impunemente o seu pendor para o suic\u00eddio e a ele ceder, atentando contra a pr\u00f3pria vida, porquanto, de um lado, o suic\u00eddio \u00e9 crime perante Deus e, de outro, o homem n\u00e3o sabe se chegou ou n\u00e3o a hora da sua partida.<\/p>\n<p>A dura\u00e7\u00e3o da vida \u00e9 limitada, mas o livre-arb\u00edtrio do homem pode faz\u00ea-lo sucumbir ao mau pensamento de interromper ele mesmo o curso da sua exist\u00eancia, ou lev\u00e1-lo a dominar esse arrastamento culposo.<\/p>\n<p>Aquele que se suicidou, como o que morreu assassinado ou de qualquer outra forma, morreria sempre, mas de maneira diversa, de modo natural, desde que houvesse chegado para ele a hora de partir, quer por haver atingido o limite natural marcado para fim da vida humana que segue o seu curso, regular, quer por haverem suas provas atingido o termo que ele lhes fixou ao tomar suas resolu\u00e7\u00f5es esp\u00edritas, quer, finalmente, por ter, pelos seus atos, infringido as obriga\u00e7\u00f5es que precisava cumprir, a fim de fazer que seu corpo durasse at\u00e9 ao termo daquelas provas.<\/p>\n<p>Cedendo ao arrastamento que lhe cumpria combater, o g\u00eanero de morte a que sucumbiu resultou de sua escolha, mas ele partiu porque chegara a hora de partir. Se houvesse combatido os pendores que o impeliam a matar-se, teria sa\u00eddo vencedor da prova, n\u00e3o se veria condenado a recome\u00e7ar nas mesmas condi\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>O sentimento que induz o homem a se suicidar n\u00e3o lhe nasce no \u00edntimo instantaneamente. \u00c9 um g\u00e9rmen que se desenvolve, como que devido a uma tend\u00eancia constitutiva de uma prova de que ele precisa triunfar. Se, em lugar de combater essa tend\u00eancia, o homem se lhe entrega, morre culpado, faliu. Se, em vez de se lhe entregar, investe contra a ideia de destruir a exist\u00eancia que o Senhor lhe concedeu, a hora da liberta\u00e7\u00e3o, quando soar, o encontrar\u00e1 isento da mancha de uma a\u00e7\u00e3o m\u00e1 e da dos maus pensamentos que a houveram causado.<\/p>\n<p>Combatendo as tend\u00eancias que o propeliam para a destrui\u00e7\u00e3o de si mesmo, evitando a s\u00e9rie de acontecimentos que poderiam lev\u00e1-lo a um tal ato de desespero, o suicida teria podido evitar o crime. O homem pode evit\u00e1-lo, pois que pode, pela for\u00e7a da sua vontade, repelir as tenta\u00e7\u00f5es. Aquele que escolheu, como prova, resistir \u00e0 tend\u00eancia ao suic\u00eddio, pode sair vencedor da luta. A bondade de Deus lhe faculta os meios; cabe-lhe alcan\u00e7ar a vit\u00f3ria, porquanto, nas provas em que o homem, para purificar seu Esp\u00edrito no cadinho da reencarna\u00e7\u00e3o, \u00e9 chamado a vencer suas tend\u00eancias, Deus lhe deixa a liberdade de escolher entre o bem e o mal. Assim, h\u00e1 sempre luta e possibilidades de triunfo ou de derrota.<\/p>\n<p>Quer sucumba na prova do suic\u00eddio, quer triunfe dela, morre sempre no tempo preciso, isto \u00e9, quando chega para ele a hora de partir, de uma das maneiras que acabamos de assinalar. Mas Deus, conhecendo todas as coisas, por efeito da sua sabedoria infinita e da sua presci\u00eancia, v\u00ea se o homem vencer\u00e1 ou sucumbir\u00e1. Se tiver que sair vencedor, o Senhor, por interm\u00e9dio dos Esp\u00edritos prepostos a velar pela execu\u00e7\u00e3o das provas, prepara circunst\u00e2ncias que lhe acarretem um fim natural. Se houver de sucumbir na prova, o Senhor deixa que, na inviolabilidade do seu livre-arb\u00edtrio, o homem consuma a obra criminosa, dando \u00e0 sua exist\u00eancia o fim que ele pr\u00f3prio preparou e que constituir\u00e1 um ato culposo da sua vontade.<\/p>\n<p>Eis tudo o que temos para vos dizer sobre o instante da morte, o qual se fosse, como falsamente alguns o consideram, fatal, de modo absoluto e em todos os casos, seria um atentado ao livre-rb\u00edtrio do homem e envolveria, inevitavelmente, a ideia de fatalismo.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p align=\"center\"><a href=\"https:\/\/sodecristo.org.br\/hejme\/os-dez-mandamentos\/\"><span>OS DEZ MANDAMENTOS<\/span><\/a><\/p>\n<p><span><a href=\"https:\/\/sodecristo.org.br\/hejme\/os-dez-mandamentos\/primeiro-mandamento\/\">Primeiro<\/a> &#8211; <a href=\"https:\/\/sodecristo.org.br\/hejme\/os-dez-mandamentos\/segundo-madamento\/\">Segundo<\/a> &#8211; <a href=\"https:\/\/sodecristo.org.br\/hejme\/os-dez-mandamentos\/terceiro-mandamento\/\">Terceiro<\/a> &#8211; <a href=\"https:\/\/sodecristo.org.br\/hejme\/os-dez-mandamentos\/quarto-mandamento\/\">Quarto<\/a> &#8211; Quinto &#8211; <a href=\"https:\/\/sodecristo.org.br\/hejme\/os-dez-mandamentos\/setimo-mandamento-2\/\">Sexto<\/a> &#8211; <a href=\"https:\/\/sodecristo.org.br\/hejme\/os-dez-mandamentos\/setimo-mandamento\/\">S\u00e9timo<\/a> &#8211; <a href=\"https:\/\/sodecristo.org.br\/hejme\/os-dez-mandamentos\/oitavo-mandamento\/\">Oitavo<\/a> &#8211; <a href=\"https:\/\/sodecristo.org.br\/hejme\/os-dez-mandamentos\/nono-mandamento\/\">Nono<\/a> &#8211; <a href=\"https:\/\/sodecristo.org.br\/hejme\/os-dez-mandamentos\/decimo-mandamento\/\">D\u00e9cimo<\/a><\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Honra a teu pai e a tua m\u00e3e. &nbsp; Compreenda os Mandamentos do Senhor, em toda a sua grandeza, aquele que quiser obedecer-lhes. Honra a teu pai e a tua m\u00e3e: Estes s\u00e3o os chefes que o Senhor te d\u00e1, os guias encarnados que prep\u00f4s \u00e0 tua guarda. 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