{"id":4449,"date":"2019-05-25T15:55:40","date_gmt":"2019-05-25T18:55:40","guid":{"rendered":"https:\/\/sodecristo.org.br\/hejme\/?page_id=4449"},"modified":"2022-07-13T20:41:58","modified_gmt":"2022-07-13T23:41:58","slug":"os-dez-mandamentos","status":"publish","type":"page","link":"https:\/\/sodecristo.org.br\/hejme\/os-dez-mandamentos\/","title":{"rendered":"Os Dez Mandamentos"},"content":{"rendered":"<p align=\"center\"><span><span style=\"font-size: 18pt;\">Explicados em esp\u00edrito e verdade<\/span> <\/span><\/p>\n<p>Deus, como sabeis, n\u00e3o se comunica diretamente com os homens.<\/p>\n<p>Segundo, por\u00e9m, a maneira de ver dos Hebreus, era o pr\u00f3prio Deus, sempre Deus, quem falava a Mois\u00e9s. Era preciso que fosse assim.<\/p>\n<p>Esp\u00edrito elevado, com rela\u00e7\u00e3o ao povo hebreu, que ele dirigia; m\u00e9dium, em certas circunst\u00e2ncias, vidente, audiente, ou inspirado, e tamb\u00e9m de efeitos f\u00edsicos, conforme aos casos e \u00e0s necessidades da sua miss\u00e3o, Mois\u00e9s se viu obrigado, para dar for\u00e7a e valor aos mandamentos que impunha aos Hebreus, para lhes gravar na mem\u00f3ria e nos cora\u00e7\u00f5es as ordena\u00e7\u00f5es e os estatutos que lhes eram indispens\u00e1veis naquela \u00e9poca, a cercar-se de todo mist\u00e9rio e de pompas que os impressionassem; a empregar f\u00f3rmulas capazes de lhes infundir respeito.<\/p>\n<p>Guiado por Esp\u00edritos que lhe eram superiores, previa alguns fatos que haviam de dar-se, descobria capacidades, que a multid\u00e3o desconhecia, isto \u00e9, compreendia a a\u00e7\u00e3o espiritual sobre o homem e as faculdades materiais necess\u00e1rias ao desenvolvimento dessa a\u00e7\u00e3o. Como sabeis, para que o m\u00e9dium possa operar, \u00e9 preciso que se ache em determinadas condi\u00e7\u00f5es flu\u00eddicas. Ele tinha a impress\u00e3o dessas condi\u00e7\u00f5es e antevia o papel que, aos olhos dos Hebreus, elas desempenhariam, verificando-se, primeiro, nele pr\u00f3prio, depois em outros. Mas, se dissera aos Hebreus: Mois\u00e9s vos anuncia; Mois\u00e9s vos concita; Mois\u00e9s vos ensina, teria sido apupado, teria provocado o riso.<\/p>\n<p>Do mesmo modo, para fortemente impressionar e abalar homens que ainda por longo tempo tinham de ser conduzidos pelo temor e pelo terror, para impor o respeito \u00e0 lei que lhes era dada, foi que no Sinai se produziu aquela formid\u00e1vel manifesta\u00e7\u00e3o, que precedeu, acompanhou e se seguiu \u00e0 promulga\u00e7\u00e3o do Dec\u00e1logo e que o cercou de tanto mist\u00e9rio e de t\u00e3o grande pompa. Dessa manifesta\u00e7\u00e3o podeis inteirar-vos pelo que sabeis relativamente a efeitos semelhantes produzidos em todos os tempos e ainda agora.<\/p>\n<p>Assim como as outras manifesta\u00e7\u00f5es f\u00edsicas de ordem material e de ordem inteligente, relatadas no Antigo Testamento, tudo o que a respeito da de que vimos tratando vos \u00e9 a\u00ed referido foi obra dos Esp\u00edritos prepostos \u00e0 produ\u00e7\u00e3o de tal efeito.<\/p>\n<p>Esses Esp\u00edritos provocaram ru\u00eddos mediante o choque de fluidos inflam\u00e1veis e desse modo fizeram que a multid\u00e3o reunida no sop\u00e9 do monte visse a apar\u00eancia de um fogo ardente, do qual se desprendia um vapor inflamado, e produziram, como consta do \u00caxodo, XIX, vv. 16 a 19 e XX, v. 18, os efeitos f\u00edsicos que ali se diz terem sido \u2014 trov\u00f5es, rel\u00e2mpagos e uma caliginosa e densa nuvem que cobriu o monte, elevando-se-lhe do alto como se de uma fornalha. Manejando fluidos s\u00f4nicos, causaram o efeito f\u00edsico &#8220;do som de trombeta, que aumentava pouco a pouco e se tornava mais forte e mais agudo&#8221;.<\/p>\n<p>A proibi\u00e7\u00e3o aos Hebreus de transporem a barreira foi motivada pelo perigo, que alguns poderiam ocasionar, do rompimento das colunas de fluidos que se entrechocavam no monte, fato que daria lugar a acidentes semelhantes aos que resultam da passagem do raio.<\/p>\n<p>Estas palavras ditas a Mois\u00e9s (\u00caxodo, XX, v. 19): &#8220;Fala-nos tu mesmo e n\u00f3s te escutaremos; mas que n\u00e3o nos fale Deus, para que n\u00e3o morramos&#8221;, aludem ao ribombo &#8220;dos trov\u00f5es&#8221;, que a multid\u00e3o tomava pela voz do pr\u00f3prio Deus.<\/p>\n<p>Empregando e combinando fluidos tornados opacos, os Esp\u00edritos prepostos produziram \u2014 &#8220;aquela obscuridade&#8221; em que (segundo a express\u00e3o b\u00edblica, \u00caxodo, XX, v. 22) Deus estava, isto \u00e9, em que estava o Esp\u00edrito superior, seu enviado, e em que Mois\u00e9s, ap\u00f3s a promulga\u00e7\u00e3o do Dec\u00e1logo, foi receber desse enviado as instru\u00e7\u00f5es particulares, as ordena\u00e7\u00f5es, os estatutos, indispens\u00e1veis aos Hebreus naquela \u00e9poca.<\/p>\n<p>As primeiras t\u00e1buas da lei, as quais Deus, com a sua presci\u00eancia, sabia que seriam quebradas, escreveu-as o pr\u00f3prio Mois\u00e9s, como m\u00e9dium mec\u00e2nico e audiente, sob a influ\u00eancia esp\u00edrita. Elas foram, pois, obra de Deus, por interm\u00e9dio do Esp\u00edrito superior enviado, Esp\u00edrito que, invis\u00edvel para Mois\u00e9s, lhe fez ouvir as palavras dos Mandamentos, ao mesmo tempo que fazia com que ele os escrevesse mecanicamente, sob a impress\u00e3o de que provinham do pr\u00f3prio Deus.<\/p>\n<p>As segundas t\u00e1buas Mois\u00e9s as escreveu tamb\u00e9m mecanicamente, debaixo da inspira\u00e7\u00e3o do Esp\u00edrito superior enviado.<\/p>\n<p>T\u00e3o inconsciente, por\u00e9m, ele se conservou dessa inspira\u00e7\u00e3o, que acreditou t\u00ea-las escrito &#8220;de mem\u00f3ria e trazido aos Hebreus, gravadas e tais como se recordava que eram&#8221;. Se, entretanto, houvera dito ao povo: &#8220;Lembrei-me das palavras gravadas nas primeiras t\u00e1buas e as reproduzi&#8221;, teria feito que duvidassem da proced\u00eancia delas e que desprezassem a lei. Para que tal n\u00e3o acontecesse foi que, inspirado pelos Esp\u00edritos superiores que o assistiam na sua miss\u00e3o, apresentou, crente de ser essa a realidade, as segundas t\u00e1buas como escritas, semelhantemente \u00e0s primeiras, &#8220;pelo dedo de Deus\u201d conforme \u00e0 express\u00e3o b\u00edblica. Mois\u00e9s, no Sinai, acreditava estar em comunica\u00e7\u00e3o direta com o Senhor.<\/p>\n<p>Lede com aten\u00e7\u00e3o, na linguagem oriental e apropriada aos tempos, aos povos, ao estado das intelig\u00eancias e ao fim que se tinha em vista alcan\u00e7ar, a narrativa do que se refere \u00e0 promulga\u00e7\u00e3o do Dec\u00e1logo, ao que ocorreu \u00e0s vistas do povo hebreu relativamente \u00e0 prepara\u00e7\u00e3o e ao fato dessa promulga\u00e7\u00e3o, ao que ocorreu para serem dadas a Mois\u00e9s as instru\u00e7\u00f5es particulares que ele recebeu e \u00e0quele povo, por seu interm\u00e9dio, as ordena\u00e7\u00f5es e estatutos que lhe eram ent\u00e3o indispens\u00e1veis (\u00caxodo, cap. XIX a XXVI e XXVIII a XXXI); lede a narrativa do que se passou quando Mois\u00e9s, tendo recebido as duas t\u00e1buas da lei, desceu do Sinai, avisado, pelo Esp\u00edrito superior, dos atos de idolatria que se praticavam no acampamento (\u00caxodo, cap. XXXII); do que se deu em seguida, desde o momento em que ele atirou ao ch\u00e3o e quebrou as primeiras t\u00e1buas na falda do monte, at\u00e9 o em que deste desceu segunda vez trazendo as novas t\u00e1buas (\u00caxodo, cap. XXXIII e XXXIV); e, se atentardes no que se acha dito acerca dos acontecimentos que precederam, prepararam e efetivaram a promulga\u00e7\u00e3o do Dec\u00e1logo e acerca do que sucedeu para que Mois\u00e9s entrasse no desempenho p\u00fablico da sua miss\u00e3o (\u00caxodo,cap. II a XIX) e do que se seguiu (\u00caxodo,cap. XXXV a XL), compreendereis a necessidade que havia, de acordo com a presci\u00eancia e a sabedoria infinitas de Deus, de conduzir-se pelo terror aquele povo atrasado, ind\u00f3cil, sempre pronto a esquecer e desconhecer o seu Deus, a se subtrair \u00e0 dire\u00e7\u00e3o do seu enviado, profundamente imbu\u00eddo dos preju\u00edzos, das ideias polite\u00edstas, de tend\u00eancias para a idolatria e no seio do qual se tinham que preparar o advento do Messias, os elementos e os meios apropriados ao desempenho da sua miss\u00e3o terrena e ao da miss\u00e3o dos ap\u00f3stolos.<\/p>\n<p>Compreendereis a necessidade que havia de serem os Hebreus, segundo a sua maneira de entender, postos, por interm\u00e9dio daquele que os chefiava, em contacto com o seu Deus, sob as m\u00e3os do pr\u00f3prio Deus, do &#8220;Eterno&#8221;, \u00fanico eterno, &#8220;Senhor acima de todos os deuses, do Deus forte e cioso, que exerce vingan\u00e7a contra os que lhe desconhecem a lei, que pune a iniquidade dos pais nos filhos na terceira e quarta gera\u00e7\u00f5es dos que o odeiam, que usa de miseric\u00f3rdia na sucess\u00e3o de mil gera\u00e7\u00f5es para com os que o amam e guardam seus mandamentos, seus preceitos.&#8221;<\/p>\n<p>Dar-vos-emos, dentro em pouco, ao explicarmos o segundo Mandamento do Dec\u00e1logo, o verdadeiro sentido destas \u00faltimas palavras que, tomadas \u00e0 letra, seriam uma enormidade e que, segundo o esp\u00edrito, em esp\u00edrito e verdade, s\u00e3o a express\u00e3o sublime da justi\u00e7a, e da bondade de Deus.<\/p>\n<p>H\u00e1 um fato sobre o qual n\u00e3o devemos guardar sil\u00eancio e que, para os que lhe n\u00e3o sabem compreender nem explicar a necessidade, o motivo e o fim, conformemente \u00e0 presci\u00eancia e \u00e0 sabedoria do Senhor, constitui uma monstruosidade. Esse fato, de que, mais tarde, sob o imp\u00e9rio da branda e pura lei de amor e caridade que o Cristo veio trazer aos homens, a ignor\u00e2ncia, o fanatismo, a vertigem do poder e a ambi\u00e7\u00e3o fizeram uma arma e um exemplo, \u00e9 o do massacre que Mois\u00e9s ordenou fosse feito, em nome do Senhor, dentro do acampamento hebreu, nas circunst\u00e2ncias referidas no \u00caxodo, cap\u00edtulo XXXII.<\/p>\n<p>&#8220;Mois\u00e9s, diz-se ali, vendo ent\u00e3o que o povo ficara inteiramente nu (pois que Aar\u00e3o o despojara por aquela abomina\u00e7\u00e3o vergonhosa e o pusera todo nu no meio dos seus inimigos), parou \u00e0 porta do acampamento e disse: Junte-se a mim todo aquele que for do Senhor. E, tendo-se reunido ao seu derredor todos os filhos de Levi, disse-lhes ele: Eis o que diz o Senhor, o Deus de Israel: Ponha cada homem na cintura sua espada; passai e repassai atrav\u00e9s do campo, de uma porta \u00e0 outra, e que cada um mate seu irm\u00e3o, seu amigo e aquele que lhe for mais chegado. \u2014 Os filhos de Levi fizeram o que Mois\u00e9s ordenara e houve cerca de tr\u00eas mil homens mortos esse dia. \u2014 Ent\u00e3o Mois\u00e9s lhes disse: Tendes, cada um de v\u00f3s, consagrado vossas m\u00e3os ao Senhor, mesmo matando vosso filho e vosso irm\u00e3o, a fim de que a b\u00ean\u00e7\u00e3o de Deus vos seja dada.&#8221; (\u00caxodo, cap. XXXII, vv. 25-29)<\/p>\n<p>Quando da encarna\u00e7\u00e3o daquela gera\u00e7\u00e3o de homens, maior talvez do que na \u00e9poca atual era a mistura dos Esp\u00edritos que revestiam o corpo carnal. A maioria deles tomara por miss\u00e3o manter na Terra e popularizar a ideia da unidade de Deus. Mas, sentindo-se demasiado fracos para perseverar, muitos haviam pedido que o curso da exist\u00eancia lhes fosse detido, caso faltassem aos seus compromissos.<\/p>\n<p>Vimos de dizer: &#8220;Sentindo-se demasiado fracos para perseverar.&#8221; Sabeis, com efeito, que o Esp\u00edrito, sobretudo o Esp\u00edrito inferior, conserva por mais ou menos tempo, na erraticidade, os preconceitos, as opini\u00f5es, as ideias, os pendores, as tend\u00eancias da sua precedente encarna\u00e7\u00e3o. De sorte que, quando se prepara para outras provas, tem que temer e teme que, em a nova exist\u00eancia terrestre, voltem a domin\u00e1-lo esses preconceitos, opini\u00f5es, tend\u00eancias e pendores, contra os quais lhe cumpre lutar como encarnado.<\/p>\n<p>Assim \u00e9 que frequentemente vedes entre v\u00f3s mancebos, at\u00e9 crian\u00e7as, que, apresentando ind\u00edcios de m\u00e1s paix\u00f5es, mostrando-se viciosos, mesmo em centros de depura\u00e7\u00e3o, v\u00eam a ter cortado o fio de suas exist\u00eancias, a fim de que possam, por meio de reflex\u00f5es e estudos feitos na erraticidade, adquirir a for\u00e7a que ainda lhes faltava.<\/p>\n<p>S\u00e3o Esp\u00edritos que pediram lhes fosse detido o curso da vida terrena, caso faltassem a seus compromissos.<\/p>\n<p>Essa categoria de Esp\u00edritos \u00e9 menos culpada. Peca mais por fraqueza do que por vontade. E a morte prematura, que eles pediram nessas circunst\u00e2ncias, lhes auxilia o desenvolvimento, o progresso.<\/p>\n<p>Entre os encarnados da gera\u00e7\u00e3o a que nos estamos referindo, havia tamb\u00e9m uma categoria de Esp\u00edritos que tinham de expiar assass\u00ednios por eles cometidos (nessa \u00e9poca grosseira se praticavam tantos!) e que pediram aquela expia\u00e7\u00e3o para conseguirem, pela aplica\u00e7\u00e3o da lei de tali\u00e3o, depurar-se, reparar e progredir.<\/p>\n<p>Os que tombaram mortos aos golpes dos levitas tiveram uma sorte prevista e por eles pedida, porquanto uns pertenciam \u00e0 categoria dos que haviam tomado por miss\u00e3o manter na Terra e popularizar a ideia da unidade de Deus e rogado que o curso da exist\u00eancia terrena lhes fosse detido, caso faltassem aos seus compromissos; pertencendo os outros \u00e0 dos que, tendo de expiar assass\u00ednios por eles cometidos anteriormente, pediram aquela expia\u00e7\u00e3o e a sofreram.<\/p>\n<p>Foi assim e nenhum golpe se perdeu, porque, em circunst\u00e2ncias tais, como deveis compreender, os Esp\u00edritos protetores, prepostos a vigiar as provas e expia\u00e7\u00f5es de cada um, para que elas se cumprissem, impelindo os culpados ou dirigindo as espadas dos que acutilavam, faziam que aqueles recebessem o golpe que os prostraria. Deu-se ali o que se d\u00e1 com a bala que deve ferir a este ou \u00e0quele e que segue a sua trajet\u00f3ria, mesmo quando toda a probabilidade era de que se perdesse.<\/p>\n<p>Dissemos que os Esp\u00edritos prepostos a vigiar as provas e expia\u00e7\u00f5es de cada um, a fim de que elas se cumprissem, impeliam os culpados ou dirigiam as espadas dos que acutilavam, no sentido de que aqueles Esp\u00edritos, para que as provas e expia\u00e7\u00f5es se verificassem, atuavam sobre o culpado e sobre o que empunhava a espada: sobre um pela a\u00e7\u00e3o do magnetismo espiritual, sobre o outro por meio da inspira\u00e7\u00e3o e da a\u00e7\u00e3o flu\u00eddica. Aqui \u00e9 que, considerando a Provid\u00eancia divina e a a\u00e7\u00e3o, sobre o homem, dos Esp\u00edritos prepostos , a obrarem debaixo da dire\u00e7\u00e3o da presci\u00eancia e da sabedoria infinitas de Deus, podeis dizer: &#8220;O homem se agita e Deus o conduz.&#8221;<\/p>\n<p>Nada \u00e9 sem motivo e sem objetivo. O que o homem muitas vezes encara como ato de uma vontade arbitr\u00e1ria, nunca \u00e9 sen\u00e3o a consequ\u00eancia do passado, ou a prepara\u00e7\u00e3o do futuro.<\/p>\n<p>Assim, o massacre que Mois\u00e9s ordenou em nome do Senhor teve por motivo e por fim: de um lado, deter o curso da exist\u00eancia terrena de alguns Esp\u00edritos, conforme ao que eles pediram, nos termos e nas condi\u00e7\u00f5es das provas escolhidas por uns e das expia\u00e7\u00f5es solicitadas por outros, provas e expia\u00e7\u00f5es pelas quais todos tinham que passar, e n\u00e3o apenas fazer arbitrariamente v\u00edtimas perdidas, porquanto os que pereceram, repetimos, tiveram sorte prevista e pedida; de outro lado, impor, pelo terror, pelo medo, \u00e0queles homens atrasados, ind\u00f3ceis, inclinados \u00e0 idolatria, \u00e0 revolta, sempre prontos a esquecer e desconhecer o seu Deus, a se subtrair \u00e0 dire\u00e7\u00e3o do enviado deste, absoluta submiss\u00e3o \u00e0 vontade, aos mandamentos e preceitos divinos; fazer-lhes compreender a necessidade dessa submiss\u00e3o; for\u00e7\u00e1-los a caminhar, d\u00f3ceis \u00e0 voz de seu chefe, pelas sendas que lhes estavam tra\u00e7adas e a desempenhar a tarefa providencial que lhes fora confiada na marcha do progresso da humanidade.<\/p>\n<p>Mois\u00e9s era, pois, um instrumento humano que, sob as inspira\u00e7\u00f5es dos Esp\u00edritos do Senhor que o assistiam na sua miss\u00e3o, obrava para que fosse detido o curso de provas que haviam falhado e se cumprissem determinadas expia\u00e7\u00f5es, fazendo que os que ca\u00edam aos golpes dos levitas sofressem a sorte por eles mesmos prevista e pedida. E, tamb\u00e9m, procedendo dessa maneira, preparava o futuro. Cada \u00e9poca, tem seus costumes e necessidades.<\/p>\n<p>N\u00e3o julgueis, portanto, do vosso ponto de vista e de acordo com os tempos em que viveis. Reportai-vos, com rela\u00e7\u00e3o aos Hebreus, aos tempos, aos homens, aos preconceitos, \u00e0s cren\u00e7as, \u00e0s condi\u00e7\u00f5es que era indispens\u00e1vel se verificassem para que se executasse a obra que se tinha de executar naquela \u00e9poca e no futuro.<\/p>\n<p>Desde aqueles tempos b\u00e1rbaros e em outros nos quais a civiliza\u00e7\u00e3o e a intelig\u00eancia j\u00e1 estavam muito mais apuradas, n\u00e3o h\u00e1 visto, pelo que toca a coisas de ordem humana, sempre que uma revolta explodiu, a dizima\u00e7\u00e3o de homens, para que, num ex\u00e9rcito, fosse mantida a disciplina, a submiss\u00e3o aos chefes incumbidos de comand\u00e1-lo?<\/p>\n<p>Pelo que respeita \u00e0s coisas de ordem religiosa, n\u00e3o se h\u00e3o feito frequentemente, muito frequentemente mesmo, massacres em nome de Deus?<\/p>\n<p>Para terdes disso alguns dos numerosos exemplos que a hist\u00f3ria da vossa humanidade colheu, lembrai-vos das guerras religiosas, dos autos de f\u00e9 espanh\u00f3is e por fim da carnificina do dia de S\u00e3o Bartolomeu.<\/p>\n<p>N\u00e3o s\u00e3o sempre os ministros do culto, por efeito da ignor\u00e2ncia, do fanatismo, do abuso do poder, da ambi\u00e7\u00e3o, impelindo os homens a se matarem reciprocamente, nas guerras religiosas, a fim de consagrarem eles suas m\u00e3os ao Senhor e atra\u00edrem as b\u00ean\u00e7\u00e3os de Deus? matando eles pr\u00f3prios, nos autos de f\u00e9 espanh\u00f3is, em honra do seu Deus e para obterem suas gra\u00e7as?<\/p>\n<p>E quais foram os instigadores do massacre de S\u00e3o Bartolomeu?<\/p>\n<p>Os sacerdotes, os servidores de Deus! Qual foi a\u00ed, como nas guerras religiosas, o m\u00f3vel? A ambi\u00e7\u00e3o, por\u00e9m, n\u00e3o mais a de se engrandecerem aos olhos de Deus, e sim a de conservarem o poder.<\/p>\n<p>Recordando estas fases da hist\u00f3ria do passado, estes massacres e guerras religiosas, n\u00e3o abrimos exce\u00e7\u00e3o a favor dos padres protestantes, que tamb\u00e9m excitaram seus rebanhos contra os cat\u00f3licos e igualmente mataram.<\/p>\n<p>Uns, como os levitas de Mois\u00e9s, matavam para provar que eram filhos de Deus! Aos outros, estes, como os protestantes, matavam para conquistar o poder; aqueles, como os cat\u00f3licos, para evitar que o poder lhes fosse arrebatado.<\/p>\n<p>E ent\u00e3o n\u00e3o havia, como ao tempo dos Hebreus, um enviado de Deus, qual Mois\u00e9s junto do Sinai, falando em nome do Senhor e dizendo a seus levitas: &#8220;Eis o que diz o Senhor, o Deus de Israel&#8221;; e dizendo, depois de conclu\u00edda a obra: &#8220;Consagrastes vossas m\u00e3os ao Senhor, mesmo matando cada um seu filho e seu irm\u00e3o, a fim de que a b\u00ean\u00e7\u00e3o de Deus vos seja dada.&#8221; N\u00e3o; a necessidade, o motivo e o fim a que obedecera o ato de Mois\u00e9s n\u00e3o existiam mais. Esses massacres, essas guerras religiosas, esses autos de f\u00e9, esse S. Bartolomeu foram obra humana da ignor\u00e2ncia, do fanatismo, do abuso de poder, da ambi\u00e7\u00e3o, que fizeram, do fato ocorrido ao p\u00e9 do Sinai, por ordem de Mois\u00e9s e pelo bra\u00e7o armado dos levitas, uma arma e um exemplo.<\/p>\n<p>E porque esses massacres, essas guerras religiosas, esses autos de f\u00e9, esse S. Bartolomeu? Porque os homens da Igreja n\u00e3o quiseram compreender que a sua miss\u00e3o n\u00e3o consiste em fazer parar os que lhes est\u00e3o confiados e obrig\u00e1-los a olhar para tr\u00e1s; mas, ao contr\u00e1rio, em impeli-los para diante, pela senda do progresso.<\/p>\n<p>Se, por um lado, instigadores culpados de semelhantes carnificinas tiveram que sofrer longa e dolorosa expia\u00e7\u00e3o, por outro lado, os que nelas pereceram, bem como os que tombaram aos golpes dos levitas no campo israelita, n\u00e3o foram v\u00edtimas perdidas, porquanto, como j\u00e1 o temos dito e repetimos, nada ocorre que n\u00e3o seja consequ\u00eancia do passado e prepara\u00e7\u00e3o do futuro, sob a influ\u00eancia e a a\u00e7\u00e3o dos Esp\u00edritos prepostos a vigiar pelas provas e expia\u00e7\u00f5es de cada um. Os que pereceram tiveram a sorte por eles prevista e pedida. Deus, mesmo com rela\u00e7\u00e3o ao instante da morte de suas criaturas, nada espera do que, na ignor\u00e2ncia em que vos achais assim das causas como dos fen\u00f4menos, chamais o acaso.<\/p>\n<p>Vamos agora explicar-vos, em esp\u00edrito e verdade, o Dec\u00e1logo.<\/p>\n<p>Vamos dar-vos uma explica\u00e7\u00e3o, n\u00e3o relativa e restrita aos Hebreus, aos &#8220;Crist\u00e3os&#8221;, mas geral, pass\u00edvel de aplicar-se a todos os povos e a todas as \u00e9pocas. Podeis come\u00e7ar.<\/p>\n<p>&#8220;Ent\u00e3o fez Deus que se ouvissem estas palavras: &#8220;Eu sou o Eterno, o Senhor teu Deus, que te tirei da terra do Egito e da casa da servid\u00e3o.&#8221; (Ver o que est\u00e1 dito, acerca do instante da morte, na explica\u00e7\u00e3o do quinto mandamento)<\/p>\n<p>Deus, criador de tudo o que \u00e9, tirou do nada o Esp\u00edrito (daqui a pouco explicaremos o sentido que deveis atribuir a essa palavra tomada \u00e0 linguagem humana), para lhe dar o ser, o pensamento, a personalidade. Foi por sua vontade onipotente que o homem saiu das faixas da mat\u00e9ria, para ensaiar seus primeiros passos na senda espiritual. Foi ele ainda, o Senhor, quem lhe mostrou o caminho que o leva para fora da escravid\u00e3o do pecado e da mat\u00e9ria, iluminando-o com o facho da verdade.<\/p>\n<p>Povos da Terra, levantai os olhos! &#8220;A coluna luminosa&#8221;, que vos h\u00e1 de guiar para fora da escravid\u00e3o, que vos h\u00e1 de conduzir \u00e0 p\u00e1tria da liberdade, se move \u00e0 vossa frente. O Esp\u00edrito da Verdade acendeu o farol para o qual devem os vossos olhares voltar-se.<\/p>\n<p>Caminhai, caminhai sem descanso, pois tendes que chegar \u00e0 &#8220;terra prometida\u201d onde &#8220;correm o leite e o mel&#8221; da palavra de paz e de amor a Deus.<\/p>\n<p>MOIS\u00c9S, ELIAS, JO\u00c3O * , MATEUS, MARCOS,<\/p>\n<p>LUCAS, JO\u00c3O<\/p>\n<p>assistidos pelos Ap\u00f3stolos.<\/p>\n<p>Falando do Esp\u00edrito, dissemos que Deus o tirara do &#8220;nada&#8221;, para lhe dar o ser, o pensamento e a personalidade. O nada, na acep\u00e7\u00e3o humana em que empregais esse termo, n\u00e3o existe, \u00e9 uma coisa sem sentido, do ponto de vista correlativo de Deus e da cria\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>O nada, para o Esp\u00edrito, \u00e9, espiritualmente, a inconsci\u00eancia do ser. Assim, o princ\u00edpio espiritual contido nos minerais e nos vegetais est\u00e1 no nada, com rela\u00e7\u00e3o ao seu ser.<\/p>\n<p>O nada da mat\u00e9ria propriamente dita \u00e9 a volatiza\u00e7\u00e3o dos princ\u00edpios materiais que devem aglomerar-se para constituir, quer os planetas, quer os corpos. \u00c9 assim que foi explicado haver Deus feito sair o nada, do caos, o mundo. Foi porque ele constituiu em um corpo as mol\u00e9culas esparsas na imensidade.<\/p>\n<p>* Conforme vos foi relatado e revelado no coment\u00e1rio sobre os Evangelhos, o Esp\u00edrito que revestiu as tr\u00eas personalidades terrenas conhecidas pelos nomes de Mois\u00e9s, Elias e Jo\u00e3o, filho de Zacarias e Isabel, e desempenhou as tr\u00eas miss\u00f5es correspondentes a essas personalidades, \u00e9 o mesmo.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p align=\"center\"><span>OS DEZ MANDAMENTOS<\/span><\/p>\n<p align=\"center\"><span>\u00a0&#8211; <a href=\"https:\/\/sodecristo.org.br\/hejme\/os-dez-mandamentos\/primeiro-mandamento\/\">Primeiro<\/a> &#8211; <a href=\"https:\/\/sodecristo.org.br\/hejme\/os-dez-mandamentos\/segundo-madamento\/\">Segundo<\/a> &#8211;<a href=\"https:\/\/sodecristo.org.br\/hejme\/os-dez-mandamentos\/terceiro-mandamento\/\">Terceiro<\/a> &#8211; <a href=\"https:\/\/sodecristo.org.br\/hejme\/os-dez-mandamentos\/quarto-mandamento\/\">Quarto<\/a> &#8211; <a href=\"https:\/\/sodecristo.org.br\/hejme\/os-dez-mandamentos\/quinto-mandamento\/\">Quinto<\/a> &#8211; <a href=\"https:\/\/sodecristo.org.br\/hejme\/os-dez-mandamentos\/setimo-mandamento-2\/\">Sexto<\/a> &#8211; <a href=\"https:\/\/sodecristo.org.br\/hejme\/os-dez-mandamentos\/setimo-mandamento\/\">S\u00e9timo<\/a> &#8211; <a href=\"https:\/\/sodecristo.org.br\/hejme\/os-dez-mandamentos\/oitavo-mandamento\/\">Oitavo<\/a> &#8211; <a href=\"https:\/\/sodecristo.org.br\/hejme\/os-dez-mandamentos\/nono-mandamento\/\">Nono<\/a> &#8211; <a href=\"https:\/\/sodecristo.org.br\/hejme\/os-dez-mandamentos\/decimo-mandamento\/\">D\u00e9cimo<\/a><\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Explicados em esp\u00edrito e verdade Deus, como sabeis, n\u00e3o se comunica diretamente com os homens. Segundo, por\u00e9m, a maneira de ver dos Hebreus, era o pr\u00f3prio Deus, sempre Deus, quem falava a Mois\u00e9s. Era preciso que fosse assim. 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