Muitas das passagens que ocorreram com o Irmão Chico Xavier, que narramos na esperança de alegrar as pessoas, provocando risos, tornando-se um hábito corriqueiro em nosso círculo familiar espírita, mas que muitos de nós deixamos de perceber que todas elas nos trás orientações para corrigirmos as nossas imperfeições pois, se achávamos engraçadas, acreditávamos que Chico era muito semelhante a nós, a diferença seria, apenas, a dos Espíritos que o orientavam.

Quantas vezes ouvimos casos interessantes do nosso querido Irmão com tendência de mesclar a nossa fragilidade ante compromissos sérios; quantas vezes ouvimos histórias de que Emmanuel sempre expressou ser rigoroso para justificar a simplicidade do Chico, gerando ideias falsíssimas de um guia nada cristão e um médium subserviente, medroso e engraçado.

O que vem de Jesus, para ser realizado na Terra, tal como se demonstrou os dois, no século XX; a Era Chico Xavier, fechando o milênio numa clara percepção de que tudo foi lembrado e esclarecido, não podendo ser nos moldes e nem nas ideias humanas. Somente Espíritos capacitados de cumprir grandes missões por Ele indicado, ocupam os postos mais altos a serem cumpridos até o fim, sem a mínima chance de dar errado.

Ali, sem aprofundarmos nos aspectos transcendentes, duas almas fecham acordos, materializando os compromissos de há muito, feitos no além e com certeza, revisados sempre na noite anterior, no desdobramento do sono, ato singular destas duas vidas.

Numa convivência natural, porém sublime, Emmanuel demonstra vontade de participar ao Irmão a conduta que precisarão seguir para cumprirem o compromisso de tamanha grandeza: disciplina para atuar nesse evento de ordem superior sob o comando de Jesus.

Foi colocado de uma forma didática, que ficasse para nós, encarnados, bem compreendido na sua mais alta expressão e simplicidade: deixou entrever que precisaríamos de três condutas distintas para melhor entendermos o comportamento dos cristãos compromissados a servirem o Cristo nas tarefas irreprimíveis do Ide e Pregai.

Espíritos que exercem compromissos das mais altas responsabilidades, cujas ideias provém do pensamento divino de Jesus, dentro do programa elaborado para orientar a humanidade a terem melhores opções a alcançar a pureza, são Entidades que já atingiram um grau de domínio muito grande, anulando as paixões da carne, que nos incompatibilizam em compromissos maiores.

Numa observação mais apurada, no entendimento entre os dois Irmãos, podemos perceber que cada diálogo sempre foi mental, em ambas direções; dos mais fraternos e amoráveis; nada de palavras que personificam o ser na individualização humana.

Nos moldes de nossa sociedade, para chegarmos ao entendimento da expressão Disciplina, no seu valor tridimensional e que na avaliação do Irmão Chico Xavier, pela sensibilidade aprimorada, identificou como sendo, da parte dele, o comportamento disciplinar nas atividades mediúnicas. Condicionando a mente para um entendimento perfeito com a espiritualidade superior, cumprir fielmente a proposta; um comportamento leal para com todos os Espíritos e vigilância plena nas atitudes mentais.

Continuou compreendendo que Emmanuel aguardava outra linha de comportamento para missão. Nosso Chico, com base na gravidade da proposta, entendeu ser a do comportamento perante as pessoas, ante a sociedade; uma mediunidade fraterna; dar atendimento a todos, um comportamento amigável sem distinção de todos os conceitos humanos.

Derradeira disciplina, entendia o Missionário, se fazer instrumento incondicional, pois, antes mesmo de ocorrer essas informações em colóquio com Emmanuel, as quais imaginamos terem sido de grande benefício para o Médium Leopoldense a ter-se atitudes de natureza divina, ele se mostrava altamente capacitado, por se tratar de um compromisso acertado com o Cristo, cujo o diálogo fazia parte, anunciando para todos nós, registrarmos no coração, o início da passagem de um Peregrino do Amor; uma criança autêntica, semelhante às que compartilham as alegrias dos Céus após alcançar o fim da estrada comprometida na Terra para ir até a Ele.

Chico, amou o Cristo! A mediunidade foi exercida dentro das mais precisas disciplinas; serviu a todas as demandas requeridas pelo programa celeste, para nossa geração, carente de conceitos básicos para a vida de Espírito. O mundo real, o do reinado do Cristo, viveu ao nosso lado por quase um século, sempre nos dando prova de suas atividades; abrindo as portas para os milênios futuros.

Chico, amou o Cristo! A Sociedade foi bem servida pelo nosso Irmão; cumpriu todos os protocolos de cidadão, sem condescendências, ante a Humanidade pouco complacente.

Chico, amou o Cristo! Expressão máxima de um ser disciplinado ante os compromissos com Jesus. Para que a obra não fosse prejudicada, em nada questionou, em tudo obedeceu as solicitações de um povo insubmisso às regras de caridade; não exerceu sua própria vontade, serviu sem nenhuma condição contrária.

Embora percebendo e acompanhando as intenções de cada criatura, o nosso Irmão Chico Xavier demonstrava, caridosamente, indiferente do que se via, sentia e sabia estar acontecendo em volta e em sua volta, e, procedia como a imitar o Cristo: “Convém que seja assim”.